July 15, 2019 / 2:05 PM / 2 months ago

Bolsonaro defende indicação de filho para embaixada em Washington

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira, em discurso em sessão solene no Congresso, a indicação do filho Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos Estados Unidas.

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília 11/07/2019 REUTERS/Adriano Machado

Ao falar para uma plateia cheia de militares, Bolsonaro afirmou que por vezes precisa tomar decisões que “não agradam a todos”, como a indicação de Eduardo, deputado federal que estava presente à sessão.

“Se está sendo tão criticada é sinal de que é a pessoa adequada”, afirmou o presidente.

Na quinta-feira, Bolsonaro confirmou que considerava o nome do filho para a embaixada e, no dia seguinte, disse que só faltava que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aceitasse.

Em entrevista, Eduardo confirmou que aceitaria a indicação e renunciaria ao mandato caso fosse indicado oficialmente.

O presidente conversou com o filho no final de semana, como programado, mas ainda não foi feito nenhum anúncio.

A possível indicação de Eduardo para a embaixada em Washington causou perplexidade no Itamaraty e foi criticada nas redes sociais, inclusive por apoiadores do presidente e de Eduardo.

MINISTRO “TERRIVELMENTE EVANGÉLICO”

No discurso no Congresso, Bolsonaro também citou o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, como um ministro “terrivelmente evangélico”.

Na semana passada, também em discurso no Congresso, o presidente afirmou que indicará um ministro “terrivelmente evangélico” para uma das duas vagas que serão abertas no Supremo Tribunal Federal (STF) durante seu mandato.

As indicações de ministros do STF são uma atribuição do presidente. Os nomes, no entanto, precisam ser aprovados por uma sabatina no Senado.

Em maio deste ano, em um evento da Igreja Assembleia de Deus, em Goiânia, o presidente já havia defendido a indicação de um ministro evangélico para a corte, ao comentar que o STF estaria legislando ao criminalizar a homofobia.

Por Lisandra Paraguassu

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