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Nacional

Polícia prende 5 pessoas que teriam ligação com organização que atua na saúde do Rio

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Cinco pessoas que seriam ligadas à organização social Iabas, responsável pelos hospitais de campanha contratadas pelo Estado do Rio de Janeiro para combater a pandemia de Covid-19, foram presas nesta quinta-feira em uma operação conjunta do Ministério Público estadual e da Polícia Civil, que apura fraudes em contratos na área de saúde com o governo da capital fluminense, informou o MP.

Viatura da polícia do Rio de Janeiro 12/03/2019 REUTERS/Sergio Moraes

Um dos principais alvos foi o ex-controlador da Iabas Luiz Eduardo Cruz e a mulher dele, Simone Cruz, além de outras três pessoas que teriam ligação com um suposto esquema que teria desviado mais de 6 milhões de reais. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nesta quinta, inclusive da sede da entidade em São Paulo.

Estima-se que entre 2009 e 2019 a organização social recebeu mais de 4 bilhões de reais em contratos com a administração da cidade do Rio. A prefeitura informou que rompeu relações com a Iabas e a desqualificou em 2019.

Os alvos da operação cometeram, de acordo com o MP, centenas de delitos em contratos de prestação de serviço de saúde. Eles foram denunciados por lavagem de dinheiro e peculato. Empresas ligadas à organização social seriam usadas para movimentar os recursos.

“A denúncia explica o sistema montado pelo Iabas. Após a sua constituição sob a forma de organização social, ocorria a assinatura dos contratos de gestão com a administração pública. Com os valores públicos captados, dava-se, então, o direcionamento das contratações de serviços e das aquisições de bens para as empresas pré-selecionadas, comandadas pelo próprio grupo”, disse o MP em nota.

“A operação de desvio se completava com a realização de pagamentos superfaturados ou dissociados de contraprestação.”

Além do governo da cidade da capital fluminense, o Iabas fechou contratos com os Estados do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul e com a prefeitura de São Paulo.

A operação desta quinta não envolve as suspeitas sobre a contratação dos hospitais de campanha do Estado do Rio para a pandemia. Ao todo, o Estado previa sete unidades de campanha, mas só duas efetivamente operaram.

Em nota, o Iabas disse que Luiz Eduardo Cruz “não possui mais nenhuma relação com o instituto desde setembro de 2017”. Afirmou ainda que “está colaborando com as autoridades, mas ressalta que mantém estritos padrões de coportamento ético e legal e que presta regularmente contas de suas ações aos órgãos de controle das entidades contratantes e aos Tribunais de Contas”.

“Todas as suas prestações de contas relativas aos contratos com a prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise”, acrescentou a organização social.

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