April 4, 2011 / 4:22 PM / 9 years ago

Para Lobão, ideia é ter Vale alinhada e colaborando com governo

BRASÍLIA (Reuters) - A administração federal gostaria de ver a mineradora Vale alinhada e colaborando com o governo para trabalhar em questões consideradas de “interesse nacional”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta segunda-feira.

“A Vale precisa contribuir mais fortemente com o desenvolvimento do país”, afirmou o ministro a jornalistas após participar de evento em Brasília.

“Nós do governo desejamos que a Vale esteja sempre em linha de colaboração com o próprio governo, para o interesse nacional”, acrescentou.

Apesar de serem conhecidas as posições do governo sobre a Vale, por meio de declarações feitas por assessores diretos na condição de anonimato, as colocações de Lobão são talvez as mais diretas até agora sobre o tema feitas por parte de um membro da cúpula do governo.

O ministro expôs o que era um pensamento explícito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, aparentemente, se manteve no governo atual: o de que a mineradora deve participar mais de programas que tenham o objetivo de desenvolver a indústria brasileira e agregar valor às exportações.

Lobão comentou, por exemplo, a questão do aço. Lula, quando no governo, criticava a falta de investimento da Vale em siderurgia, que poderia agregar valor ao minério, e também o fato de a empresa ter encomendado navios à China, em vez de buscar produzi-los localmente, como faz a Petrobras.

O ministro de Minas e Energia afirmou que uma maior produção de aço no Brasil seria “conveniente e necessária ao povo brasileiro”.

Ao ser questionado sobre se a saída de Roger Agnelli da presidência-executiva da Vale facilitaria o alinhamento da companhia aos planos do governo, Lobão afirmou que a mudança não deveria ser vista como algo “anormal”, pelo tempo em que o executivo está à frente da mineradora, e que o próprio Agnelli já havia feito algumas ações que atendessem aos desejos do governo.

A Vale construiu uma siderúrgica no Rio de Janeiro, a CSA, com a alemã Thyssen, e foi obrigada a elevar sua participação no projeto após pressão pública feita pelo então presidente Lula. Outra usina está em construção, no Ceará, com as coreanas Dongkuk e Posco; e duas estão com algumas fases ainda dependendo da aprovação no Conselho de Administração, uma no Pará e outra no Espírito Santo.

A sucessão na Vale será tema de reunião prévia de acionistas, nesta segunda-feira, e de reunião do Conselho de Administração na quinta-feira.

Reportagem de Leonardo Goy

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