27 de Agosto de 2008 / às 16:00 / em 9 anos

Livro de memórias de Sean Connery revela pouco sobre o ator

Por Ian MacKenzie

<p>O ator Sir Sean Connery &eacute; visto perto de uma c&oacute;pia de sua autobiografia, em Edinburgo, Esc&oacute;cia, dia 25 de agosto. Se voc&ecirc; quer revela&ccedil;&otilde;es picantes sobre as Bond girls ou fofocas sobre o mundo do cinema, o livro de mem&oacute;rias de Sean Connery n&atilde;o &eacute; o melhor lugar para procurar. Photo by David Moir</p>

EDIMBURGO (Reuters) - Se você quer revelações picantes sobre as Bond girls ou fofocas sobre o mundo do cinema, o livro de memórias de Sean Connery não é o melhor lugar para procurar.

A autobiografia do renomado ator escocês, “Being a Scot” (Ser escocês), é um livro sério escrito em colaboração com o cineasta escocês Murray Grigor.

Lançado esta semana no 78o aniversário de Connery, durante o Festival Internacional do Livro de Edimburgo, o livro relata sua infância, nos anos 1930, no bairro pobre de Fountainbridge, em Edimburgo.

Connery conta como começou a ser ator, depois de ter sido entregador de leite, marinheiro da Marinha Real (que teve que deixar por sofrer de úlceras), modelo de pintores numa faculdade de arte e halterofilista. Por pouco, não se tornou jogador de futebol profissional.

Mas o livro traz poucos detalhes sobre sua vida íntima ou sobre os muitos casos de amor que ele teria tido em sua vida.

Nacionalista escocês, ele dedica boa parte do livro à própria Escócia, sua história, arte, literatura, arquitetura e poesia. Apesar disso, Connery vive nas Bahamas, tendo jurado que não voltará viver em sua terra natal enquanto ela não conquistar sua independência.

<p>Livro de mem&oacute;rias de Sean Connery revela pouco sobre o ator. Se voc&ecirc; quer revela&ccedil;&otilde;es picantes sobre as Bond girls ou fofocas sobre o mundo do cinema, o livro de mem&oacute;rias de Sean Connery n&atilde;o &eacute; o melhor lugar para procurar. Foto do Arquivo. Photo by Fred Prouser</p>

Os filmes de James Bond o tornaram mundialmente famoso. Connery é visto como tendo definido o papel no cinema do personagem James Bond, criado pelo escritor Ian Fleming, desde que foi visto no papel do agente secreto 007 no primeiro filme da série, “007 Contra o Satânico Dr. No”, de 1962.

Ele trabalhou em sete filmes da série. O último deles, “007 -- Nunca mais outra vez”, é visto como produção que não faz parte da franquia oficial. Mas seu livro contém apenas meia dúzia de referências curtíssimas a Bond, embora Connery atribua sua paixão pelo golfe à necessidade de aprender a jogar convincentemente para derrotar Goldfinger em “007 Contra Goldfinger”, de 1964.

O ator mostrou-se igualmente discreto no lançamento do livro. Indagado se tinha uma Bond girl favorita, respondeu “na verdade, não”.

O livro foi publicado pela editora Weidenfeld e Nicholson e custa 20 libras.

A idéia original era que sairia pela grande editora Cannongate, de Edimburgo, mas, segundo o jornal The Scotsman, o dono da Cannongate, Jamie Byng, desistiu do negócio por ter divergências graves com Connery em relação ao teor do livro.

Os críticos literários parecem ter sido pegos de surpresa pelo livro. Apenas o Sunday Times, cuja publicação irmã The Times tinha publicado alguns trechos, fez uma resenha completa.

Mas mesmo o crítico que a assina, Christopher Hart, reconheceu que a longamente aguardada biografia acabou revelando não ser uma autobiografia. “Being A Scot” é sobre ser escocês, não sobre ser Sean Connery.

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