11 de Fevereiro de 2008 / às 10:35 / 10 anos atrás

Para Scorsese, filme sobre Stones ficará "para gerações futuras"

Por Mike Collett-White

<p>O cineasta norte-americano Martin Scorsese acena ao chegar no Festival Internacional de Berlim. Os Rolling Stones v&ecirc;m respondendo a perguntas sobre quando v&atilde;o aposentar suas guitarras desde meados dos anos 1960, quando a banda foi formada. Photo by Johannes Eisele</p>

BERLIM (Reuters) - Os Rolling Stones vêm respondendo a perguntas sobre quando vão aposentar suas guitarras desde meados dos anos 1960, quando a banda foi formada.

Hoje, mais de 40 anos depois, o novo filme do diretor Martin Scorsese sobre a banda britânica mostra os veteranos roqueiros desafiando os anos e Mick Jagger dando uma performance digna de um homem com um terço de sua idade.

Scorsese argumenta que a questão de se os dois shows de 2006 em Nova York mostrados no filme estarão entre os últimos dos Stones não vem ao caso, embora uma das razões de fazer “Shine a Light” foi preservar os Rolling Stones para o futuro.

“O filme pode dar às gerações futuras alguma idéia de como é uma banda trabalhando sobre o palco, para que elas possam apreciar quem foram os Rolling Stones”, disse Scorsese à Reuters depois de o filme ser exibido para a imprensa no Festival de Cinema de Berlim.

Aos 65 anos de idade, o cineasta nova-iorquino tem aproximadamente a mesma idade que os Stones, e a música da banda formou a trilha sonora de sua vida, exercendo forte influência sobre seu trabalho, disse ele.

“O som dos Stones, a construção das canções, a natureza dos acordes empregados, o som da voz, da voz de Jagger, tudo isso me influenciou”, disse Scorsese em entrevista.

Ele acrescentou que os Rolling Stones fazem parte de seu “DNA musical cinematográfico”, explicando porque a canção “Gimme Shelter”, por exemplo, está presente em tantos de seus filmes. Ela influenciou os filmes, não apenas o som deles.

“Eles certamente influíram sobre as imagens. Veja ‘Caminhos Perigosos’ -- o filme tem uma ousadia semelhante à canção.”

A relação de Scorsese com o rock data de décadas atrás. Seus créditos incluem o de “diretor de segunda unidade” no documentário “Woodstock”, de 1970, e de “supervisor de montagem” em “Elvis on Tour”, de 1972.

Em 1978 ele lançou “O Último Concerto de Rock”, sobre a The Band, e, quase 30 anos mais tarde, “No Direction Home: Bob Dylan”.

Scorsese resistiu à tentação de fazer um documentário completo sobre os Rolling Stones, argumentando que para fazê-lo bem feito seria necessário um filme com 10 a 12 horas de duração.

Em lugar disso, optou por “mostrar quem eles são, como é a performance deles, que é a razão de eles continuarem se apresentando depois de 40 anos”.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below