18 de Dezembro de 2007 / às 13:02 / em 10 anos

Diana disse precisar de casamento como de 'irritação no rosto'

Por Paul Majendie

LONDRES (Reuters) - Uma das melhores amigas da princesa Diana afirmou nesta segunda-feira que ouviu dela dias antes do acidente de carro que a matou ao lado do namorado, Dodi al-Fayed, que precisava de um casamento como tanto quanto de “uma irritação no rosto”.

Lady Annabel Goldsmith, 73, afirmou que nunca poderia se esquecer daquelas surpreendentes palavras porque essa foi uma das últimas coisas que Diana disse antes de morrer no acidente ocorrido em agosto de 1997, em Paris.

Como o relacionamento da princesa com Dodi eram assunto em todos os jornais, Goldsmith perguntou-lhe por brincadeira: “Você não vai fazer nenhuma loucura, vai? Uma loucura como se casar de uma hora para outra?”.

Segundo Goldsmith, Diana respondeu: “Annabel, eu preciso de um casamento tanto quanto de uma irritação no rosto”.

Mas a princesa confirmou à época estar “vivendo um momento maravilhoso e que nunca tinha sido tão mimada”, relatou a testemunha.

Questionada sobre como interpretou a frase da princesa, Goldsmith respondeu: “Aquilo significava que ela não pretendia casar-se com Dodi.”

“Ela podia estar vivendo um momento maravilhoso -- e eu tenho certeza de que estava --, mas a frase dela sobre a irritação no rosto significava que não passava pela cabeça dela casar-se.”

O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, dono da luxuosa loja de departamentos Harrods, em Londres, diz que Diana e seu filho foram mortos pelo serviço secreto da Grã-Bretanha por ordem de Philip, marido da rainha Elizabeth 2a e pai do príncipe Charles, ex-marido de Diana.

Segundo Fayed, o assassinato teria ocorrido porque a família não desejava ver a mãe do futuro rei tendo um filho de Dodi. E Fayed diz que o corpo de Diana foi embalsamado para encobrir o fato de ela estar grávida.

A investigação sobre as mortes ouviu também que os policiais franceses encarregados de avaliar o fato nunca sugeriram que as mortes fossem algo mais do que a consequência de um trágico acidente.

O superintendente chefe dos detetives Jeff Rees, hoje aposentado e à época o oficial encarregado de manter em contato a polícia de Paris e a de Londres, disse ter feito essa pergunta todas as vezes que se reuniu com os investigadores franceses.

Ele afirmou ter ouvido sempre a mesma resposta: “Um ‘não’ bastante seguro.”

A investigação atual, que pode durar até seis meses, ocorre depois dos inquéritos das polícias da Grã-Bretanha e da França sobre o caso.

Esses dois inquéritos chegaram à conclusão de que Diana e Dodi morreram porque o motorista deles, Henri Paul, estava bêbado e dirigia em alta velocidade.

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