23 de Outubro de 2007 / às 03:46 / em 10 anos

ENTREVISTA-Cate Blanchett troca cinema por companhia teatral

Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - A atriz Cate Blanchett vê com grande satisfação a troca das telas de cinema por seu novo papel de co-diretora artística da Companhia de Teatro de Sydney.

A partir de janeiro, Blanchett, 38 anos, e seu marido, o escritor Andrew Upton, iniciam um período de três anos na direção da companhia teatral de Sydney onde Blanchett iniciou sua carreira, 13 anos atrás.

Eles prevêem desenvolver a companhia, adequar o teatro a normas ambientais e ampliar seu público.

Embora seu contrato contenha uma cláusula que lhe permite tirar três meses por ano para levar adiante outros projetos, Blanchett diz que não tem papéis no cinema programados para 2008 e que vai concentrar-se em atuar com a companhia.

A atriz conversou com a Reuters recentemente, enquanto promovia seu filme mais recente, “I‘m Not There”, em que representa um cantor inspirado em Bob Dylan.

Pergunta: Essa mudança significa que você não vai atuar tanto quanto antes?

Resposta: Ninguém vai conseguir me manter fora do palco!

P: Com quem você mais gostaria de trabalhar?

R: Por onde começar? Ingmar Bergman morreu, infelizmente. Eu gostaria de trabalhar novamente com Geoffrey Rush, e também com Richard Roxburgh.

P: Se sua carreira terminasse amanhã, por qual filme você provavelmente seria mais lembrada?

R: Essa é uma pergunta impossível de responder. Eu não vejo meus filmes mais de uma vez, então tendo a esquecê-los.

P: O que você procura em seus papéis?

R: Raramente é o personagem, na realidade. São outros elementos, como quem vai dirigir, quais são os outros atores. E, cada vez mais, com as crianças (Blanchett tem dois filhos pequenos), é o timing.

P: Você sempre quis ser atriz?

R: As pessoas sempre me disseram que eu deveria atuar, mas a resposta é não. Se eu tivesse tido o talento para isso, teria adorado ser pintora. Mas acho que parte da razão de ser atriz está nas conversas, em estar com outras pessoas.

P: O que lhe agrada mais em retornar à Austrália?

R: Para ser franca, além de estarmos juntos de novo como família -- porque Andrew tem estado na Austrália, fazendo uma peça -- é obviamente a idéia de começar o trabalho com a Companhia de Teatro de Sydney. Estou realmente emocionada com isso.

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