13 de Agosto de 2014 / às 13:38 / 3 anos atrás

ENTREVISTA-Dramaturgo islandês situa musical de rock dentro de um cotovelo

NOVA YORK (Reuters) - Às vezes a melhor forma de chegar ao coração de uma história é através do cotovelo, disse Ivar Pall Jonsson, criador islandês do novo musical de rock “Revolution in the Elbow of Ragnar Agnarsson Furniture Painter” (“Revolução no Cotovelo de Ragnar Agnarsson, o Pintor de Mobília”).

O musical, que estreia nesta quarta-feira no teatro Minetta Lane, em Nova York, fala sobre as consequências da crise financeira global de 2008, a qual levou ao colapso do sistema bancário da Islândia e resultou em condenações criminais de alguns de seus líderes. 

“Apesar da séria natureza do assunto, a peça é feita para entreter”, disse Jonsson, ex-jornalista em Reykjavik.

Ele situou o conto em um cenário surreal para permitir que simplificasse o conteúdo e se focasse no coração da história. 

Jonsson falou com a Reuters sobre a origem do musical, veja a seguir: 

Pergunta: Por que você escreveu “Revolução no Cotovelo de Ragnar Agnarsson, o Pintor de Mobília”?

Resposta: Escrever música é uma necessidade para mim, eu fico bastante inquieto quando meu violão não está por perto. Esta inquietude da mente também significa que tenho um fluxo constante de ideias em minha cabeça, e eu sou particularmente fascinado pelas pessoas, em sua variedade sem fim. 

Eu adoro a ideia de uma pessoa, a qual muitos achariam pouco atraente, como um pintor de mobília, e penso em sua sociedade de pessoas minúsculas vivendo dentro dele. 

P: De onde veio a ideia de situar a peça dentro de um cotovelo?

R: Eu acho fascinante imaginar um mundo inteiro dentro de uma pessoa, acho que é divertido. Eu também quis contar a história de um jeito abstrato. Eu quis transmitir o coração da história, sem a distração de certas pessoas ou eventos específicos. Então, eu escolhi essa coisa surreal. Ela me permite simplificar e focar no coração da história. 

P: Por que o cotovelo e não o joelho ou outra parte do corpo?

R: Isso reflete uma questão existencial básica. Temos nós certeza de que não estamos dentro do cotovelo de alguém? O que há do outro lado do Big Bang? Não sabemos por que estamos aqui. 

P: Existe uma cidade de verdade que inspirou Elbowville (Cidade Cotovelo)? 

R: Eu vi a bolha financeira e o subsequente colapso da Islândia. Suponho que Elbowville seja inspirada neste fato. É uma cidade dentro do corpo de Ragnar Agnarsson, onde seus habitantes podem viajar para outros países como Colinas do Rim ou Condado do Quadril.

P: O que você espera realizar com essa peça?

R: Eu espero ser capaz de tocar as pessoas e fazê-las pensar. Minha arte é sobre encontrar um lugar comum entre todos nós - esta compartilhada humanidade e empatia. E é hora de acordar da realidade virtual e enfrentar o mundo, através de uma revolução pessoal pacífica. 

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