3 de Março de 2015 / às 14:03 / em 3 anos

Maestro Rattle assumirá direção da Orquestra Sinfônica de Londres em 2017

LONDRES (Reuters) - O maestro de renome internacional Simon Rattle disse nesta terça-feira que se tornará diretor musical da Orquestra Sinfônica de Londres (LSO) em setembro de 2017, confirmando um dos maiores segredos que já tinham vindo à tona no campo da música clássica.

Maestro Simon Rattle na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. 27/07/2012 REUTERS/Kai Pfaffenbach

O período de Rattle como maestro principal da Filarmônica de Berlim termina em 2018, enquanto o regente principal da Orquestra Sinfônica de Londres, Valery Gergiev, finaliza seu contrato este ano. Gergiev vai continuar a conduzir a LSO enquanto Rattle começar a atuar durante o intervalo de tempo até assumir o posto.

“Esse é o meu último trabalho, esse é o meu último grande trabalho”, afirmou Rattle, de 60 anos, em uma entrevista coletiva. “No momento é um termo contratual normal de cinco anos, com uma possibilidade de prorrogação”, afirmou Rattle quando lhe perguntaram sobre os detalhes do compromisso. “Mas é óbvio em todas as nossas mentes que isso é uma coisa a longo prazo.”

Ele disse ter sido atraído para a LSO em parte por causa do programa educacional da orquestra e a qualidade dos músicos. “Nós compartilhamos um sonho em que a performance, o ensino e a aprendizagem são indivisíveis, tendo no centro a maior disseminação de nossa arte”, disse Rattle.

O britânico também afirmou que gostou da noção de “voltar para casa”.

Nascido em Liverpool, Rattle é considerado um dos melhores maestros do mundo. Ele anunciou em janeiro de 2013 que não iria ficar em Berlim depois do término de seu contrato atual, dando origem à perspectiva não tão secreta de que voltaria para a Inglaterra para assumir a LSO, no lugar de Gergiev. Rattle se recusou a especular sobre um possível sucessor em Berlim.

O maestro britânico conquistou reputação como um regente jovem genial após sua graduação na Royal Academy of Music, em Londres, em 1974, onde ganhou um prestigiado concurso de condutores de orquestra.

De 1980-1998 foi o principal regente da Orquestra Sinfônica da Cidade de Birmingham. Ele se empenhou por um novo espaço para a sinfônica, inaugurado em 1991, e é considerado um dos melhores maestros da Grã-Bretanha.

Sua nomeação em 2002 como maestro principal da Filarmônica de Berlim, geralmente classificada como a melhor do mundo, causou controvérsia, já que parte dos integrantes da orquestra – que escolhe seu regente em uma eleição – votou por Daniel Barenboim.

Alguns críticos alemães não estavam satisfeitos com suas performances, mas em 2008 a orquestra votou por renovar seu contrato por mais dez anos, até 2018. Ele e a orquestra ganharam um Grammy pelo seu desempenho em 2001.

Reportagem de Jeremy Gaunt

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