November 11, 2016 / 1:47 PM / in 2 years

Amy Adams fala sobre "A Chegada", sequência de "Encantada" e prêmios

LOS ANGELES (Reuters) - Apesar de ter cinco indicações ao Oscar no currículo, a atriz Amy Adams disse se sentir “insincera” fazendo campanha para si mesma durante a temporada de prêmios de Hollywood, embora seja cada vez maior o burburinho a respeito de sua atuação mais recente no papel da linguista intuitiva da ficção científica “A Chegada”.

Amy Adams durante evento em Los Angeles 24/10/2016. REUTERS/Mario Anzuoni

“Tenho que fazer com que seja algo além de mim, porque me promover me parece insincero”, disse ela à Reuters, acrescentando que preferiria chamar a atenção para pessoas “que talvez não estejam no pôster” do filme.

Ela falou sobre “A Chegada”, que estreia nos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, de suas minúcias linguísticas e da reprise do papel de princesa Giselle na sequência da animação “Encantada”. A seguir, alguns trechos editados da conversa.

 

         P: O que “A Chegada” oferece de tão diferente do que vemos normalmente em filmes de ficção científica?

 

         R: Aquilo a que nos acostumamos nos últimos tempos são filmes que oferecem ação e grandes riscos dentro dessa ação, e de fato temos grandes riscos e temos ação, mas (o filme) é contado de uma maneira muito paciente e descontraída que mantém você ligado sem te distrair com um monte de efeitos. Também há um tema central profundamente emotivo que carrega você durante o filme.

        

         P: Como você entendeu o trabalho de linguistas como sua personagem, a doutora Louise Banks?

 

         R: Quando entrei nisto, supus erradamente que um linguista é mais como um intérprete, ou só um tradutor, mas eles realmente trabalham com barreiras linguísticas, barreiras de comunicação, a maneira como nós, culturas diferentes, abordamos a linguagem.

         Quando aprendi mandarim, o pouco que aprendi para o filme, só mudar o tom da voz muda todo o sentido de uma frase, e isso é algo que, falando inglês, não necessariamente entendemos.

        

         P: Como o filme ecoa o mundo atual?

 

         R: Acho que mesmo no ano que se passou desde que o fizemos ele se tornou ainda mais relevante, infelizmente. Ele se tornou relevante, e ficou claro no dia a dia que as divisões que criamos (mais tarde) criam medo, criam violência. Isso realmente não nos leva adiante como sociedade global.

 

         P: Está empolgada com “Desencantada”, a sequência de “Encantada”, de 2007?

        

         R: Com certeza, todos nós. Os membros do elenco, se tivermos a sorte de trazer todos de volta, todos nós tivemos vidas tais nos últimos 10 anos que será realmente interessante de ver... gosto do título, acho que vem a propósito, me dá a sensação de ser perfeito.

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