May 13, 2017 / 6:32 PM / 2 years ago

Com humor, "Guardiões da Galáxia" leva Marvel a novo rumo em filmes de super-heróis

LOS ANGELES (Reuters) - O surpreendente sucesso do primeiro filme “Guardiões da Galáxia”, com sua gangue intergalática de deslocados e um tom humorístico, motivou a Marvel Studios a fazer filmes de ação com personagens pouco conhecidos das histórias em quadrinhos que podem fazer o público dar risada.

Dois anos depois, a aposta de que a comédia poderia ajudar a catapultar personagens como os de “Guardiões”, “Homem-Formiga” e “Doutor Estranho” nas bilheteria, foi novamente bem-sucedida.

Os “Guardiões”, liderados por Chris Pratt no papel de Peter Quill, estrearam em 2014 com mais de 700 milhões de dólares nas bilheterias globais. “Guardiões da Galáxia Vol. 2” estreou nos Estados Unidos na semana passada e já arrecadou mais de 500 milhões de dólares.

“O primeiro ‘Guardiões da Galáxia’ nos permitiu talvez ir um pouco além, não apenas no humor, mas em tipos de personagens”, disse o principal executivo da Marvel Studios, Kevin Feige, à Reuters.

A comédia tem marcado os filmes da Marvel desde “Homem de Ferro”, de 2008, com os diálogos arrogantes de Robert Downey Jr. Muitos dos próximos lançamentos estúdio, como “Homem-Aranha” e “Thor”, devem usar o humor para construir apelo entre o público.

A franquia dos “Guardiões” foi além, colocando a comédia no centro do filme. O público apaixonou-se pelo rebelde Peter, a objetiva Gamora, o alienígena Drax, que não entendia ironia, e a amizade entre o guaxinim Rocket e a árvore Groot.

“Risada é a maneira com a qual você prende a audiência, e então, você pode assustá-la, pode talvez tocá-la emocionalmente com mais profundidade do que estão esperando em um filme sobre uma árvore e um guaxinim e alienígenas que não entendem metáforas”, disse Feige a repórteres, em abril. 

“Humor é o segredo para atingir os outros sentimentos do público”, acrescentou. 

Também faz parte da estratégia da Marvel fazer o público assistir aos filmes repetidas vezes. Feige teceu comparações com as franquias “Star Wars” e “Harry Potter”.

“Há apenas uma maneira de fazer isso: com filmes divertidos o bastante e com a mitologia das nossas histórias ricas o bastante e profundas o bastante para valer a pena uma continuação”, disse, em entrevista à Reuters.

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