July 19, 2017 / 6:24 PM / a year ago

ESTREIAS–Novo filme de Terence Mallick e mais um capítulo de Transformers chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país nesta semana:

Mark Wahlberg em lançamento de "Transformers" em Chicago 20/6/2017 REUTERS/Kamil Krzaczynski

“De Canção em Canção”

- Vencedor de um Urso de Ouro em Berlim (“Além da Linha Vermelha”, 1999) e de uma Palma de Ouro em Cannes (“A Árvore da Vida”, 2011), o norte-americano Terrence Malick tornou-se um diretor cult, de quem sempre se espera o próximo filme.

Seu nono longa é “De Canção em Canção”, em que ele explora a cena roqueira em Austin, Texas, a partir do envolvimento amoroso de alguns personagens. São eles a jovem compositora Faye (Rooney Mara), o poderoso produtor Cook (Michael Fassbender) e um músico promissor, BV (Ryan Gosling). Os três formam um triângulo amoroso, no qual futuramente duas outras mulheres fora da cena musical terão um papel: Amanda (Cate Blanchett), que se aproxima de BV, e Rhonda (Natalie Portman), que se envolve com Cook.

Atrações à parte estão nas participações de músicos de várias gerações, como Patti Smith, Iggy Pop, Red Hot Chili Peppers, Lykke Li, Black Lips e John Lydon.

“Transformers – O Último Cavaleiro”

- A boa notícia no novo “Transformers” é que, pelo preço de um filme, vê-se meia dúzia. A má notícia é que nenhum deles é exatamente bom – mas isso também não é novidade em se tratando da franquia. Dirigido por Michael Bay, o longa retrata uma guerra entre robôs gigantes de outro planeta que querem dominar a Terra.

Os humanos – Mark Wahlberg e Anthony Hopkins, entre outros – são coadjuvantes que servem para ser arremessados e/ou pisados pelas criaturas. O filme começa na Inglaterra medieval e cria um pretexto para ligar a lenda do Rei Arthur às criaturas alienígenas.

A bem da verdade, a sub-trama arthuriana é até divertida e criativa – mais inventiva do que o filme inteiro de Guy Ritchie, o recente “Rei Arthur – A Lenda da Espada”. Mas está tão soterrada de ferro-velho galáctico que se transforma num robô que, quando vem à tona, é tarde demais.

“Tal Mãe, Tal Filha”

- Juliette Binoche é uma grande atriz dramática, mas raramente acerta na comédia – e uma das provas disso é “Tal Mãe, Tal Filha”, de Noémie Saglio. No filme, ela interpreta Mado, mulher de quase 50 anos e pouco ajuizada, ao contrário de sua filha, Avril (Camille Cottin), de 30 anos, e dona de uma vida bem mais regrada.

Quando Avril engravida, no entanto, Mado fica indignada – não se imagina uma avó! Porém, ela mesma acaba tendo uma recaída com o ex-marido (Lambert Wilson), e também engravida, o que gera uma competição emocional entre as duas mulheres.

Com personagens que beiram a histeria e/ou a idiotice, a comédia é incapaz de extrair uma gota de humanidade ou humor genuíno das situações. Tudo é exagerado, caricato e enfadonho. Talvez um eventual futuro remake americano seja mais competente, se acertar o tom.

“Monsieur & Madame Adelman”

- Victor (interpretado pelo roteirista e diretor do filme Nicolas Bedos) é um aspirante a escritor que fica indignado de inveja quando, nos anos 70, Patrick Modiano ganha um prestigioso prêmio literário: “Os livros dele são ruins e convencionais. Livros escritos pelo vovô!”, pragueja em direção à televisão. Curiosamente, essas mesmas palavras podem ser empregadas em relação a esta comédia francesa.

O longa acompanha o relacionamento de 45 anos entre o personagem e sua mulher (Doria Tillier) de forma enfadonha e anacrônica. É um filme que parece empoeirado em seu retrato sem colorido ou sagacidade de um casal comum e, na verdade, um tanto histérico.

Sem uma história de amor notável – ou algo que cinematograficamente o justifique –, o longa guarda uma reviravolta tola para o final, que supostamente recolocaria tudo em perspectiva.

“D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”

Um pequeno prédio azul, na cidade do Rio de Janeiro, é o principal cenário desta aventura infanto-juvenil nacional protagonizada por Pippo (Pedro Henriques Motta), Sol (Leticia Braga) e Bento (Anderson Lima), que se infiltram numa festa da síndica do local (Tamara Taxman), uma bruxa de verdade.

Uma série de crimes acontece durante o evento, e o prédio amanhece com várias rachaduras, e deverá ser implodido. Para evitar perderem seus apartamentos e se separarem, as três crianças investigam o que aconteceu na festa. Para resolver o problema, contarão com a ajuda dos detetives originais (Caio Manhente, Letícia Pedro e Cauê Campos).

Com um ar um tanto nostálgico, que lembra os livros da série Vaga-Lume, – mas também repleto de modernidade –, “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul” também traz no elenco Mariana Ximenes, Aílton Graça e Maria Clara Gueiros.

(Por Alysson Oliveira e Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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