11 de Agosto de 2017 / às 15:21 / 5 dias atrás

WIDER IMAGE-"Sereias" brasileiras encontram razão de ser

Luciana Fuzett, instrutora de mergulho e sereia, pratica nas águas do Rio de Janeiro 22/07/2018Pilar Olivares

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Crianças com deficiência que recebem tratamentos em hospitais públicos, cujos serviços foram afetados pela crise econômica que abala o país, estão recebendo apoio emocional de uma criatura mística do mar: a sereia.

Mas, nesse caso, a criatura é bem real.

Carol Catan ganha a vida representando uma sereia e ensinando o sereismo desde 2012, quando deixou seu emprego de 10 anos como veterinária. Ela é paga para se apresentar em eventos como festas infantis, mas doa parte de seu tempo para hospitais.

Sentada em uma cadeira de rodas para que as crianças com deficiência possam se identificar com ela, Carol diz que o trabalho voluntário que realiza em hospitais está entre as experiências mais recompensadoras que já viveu.

Fantasiada com uma longa e brilhante cauda verde, ela conversa com as pequenas pacientes e "elas se sentem inseridas, acalentadas". "É muito bonito e muito gratificante".

Veja um ensaio fotográfico em here

Carol diz que a demanda por seus serviços, que diminuiu em meio à pior recessão dos últimos anos no país, se recuperou devido à novela "A Força do Querer", na qual uma mulher engana sua família para trabalhar como sereia em um aquário.

Como a personagem fictícia, Carol é contratada por aquários durante o verão, mas a maior parte de seu trabalho consiste em aulas e festas. Ela costuma fazer seu número de sereia em piscinas, mas também assume seu trono em uma poltrona quando necessário.

Carol diz que gosta de sereias desde a infância, quando praticava nadar com as pernas juntas. Uma inspiração veio do filme de 1984 "Splash - Uma Sereia em Minha Vida", estrelando Daryl Hannah como uma sereia com longos cabelos loiros e uma cauda vermelha.

"Eu ficava encantada com a cauda. Não era nem tanto o cabelo comprido... era realmente aquela cauda enorme que ela tinha", diz Carol. "Eu achava que aquilo era sensacional".

Carol treina todos os dias e pode passar até 4 minutos debaixo d'água sem respirar, quando está em boa forma.

Ensinar o sereismo e ganhar a vida posando como uma criatura mística pode parecer excepcionalmente raro, mas Carol não é a única sereia brasileira.

Thais Picchi, uma ex-dançarina de balé de Brasília, mergulhou no sereismo após uma crise pessoal há quatro anos que a motivou a encontrar maneiras de reduzir o estresse.

Ela começou a mergulhar, procurou aulas de dança debaixo d'água e então descobriu o movimento do sereismo. Thais participou de um curso de um mês no ano passado nas Filipinas para aprender a prática do mergulho livre e habilidades de sereias.

Agora, Thais dá aulas pelo Brasil.

"Eu me apaixonei por isso", disse Thais, observando que muitas de suas clientes associam as sereias com a beleza, sensualidade, liberdade e maternidade.

"Quando elas se vestem de sereias é quase automático, a sessão muda porque se identificam com aqueles valores, aquelas qualidades.

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