November 21, 2017 / 9:13 PM / a year ago

Emissoras de TV dos EUA demitem Charlie Rose após acusações de assédio sexual

(Reuters) - A CBS News e outras emissoras disseram nesta terça-feira que demitiram Charlie Rose, um dos entrevistadores norte-americanos mais proeminentes, um dia após o Washington Post relatar que o âncora de TV havia abusado sexualmente de oito mulheres.

Apresentador Charlie Rose, após se encontrar com o então presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em Nova York, em novembro de 2016 21/11/2016 REUTERS/Lucas Jackson

   A PBS e a Bloomberg, que transmitem o programa “Charlie Rose”, também disseram ter rompido relações com Rose e cancelado a distribuição de seus programas.

Rose era co-apresentador do programa matinal “CBS This Morning” e correspondente do programa de notícias de domingo à noite “60 Minutes”.

    “Há pouco tempo nós colocamos um fim ao emprego de Charlie Rose na CBS News, com efeito imediato”, disse o presidente da CBS News, David Rhodes, em mensagem interna que foi compartilhada com a mídia. “Isto segue a revelação de ontem de comportamento extremamente perturbador e intolerável que se diz ter acontecido em torno de seu programa na PBS.”

    Um porta-voz de Rose disse que o apresentador não irá mais comentar, apontando para o comunicado de Rose de segunda-feira, no qual ele se desculpou por seu “comportamento inapropriado”. Rose, de 75 anos, no entanto, também questionou a exatidão das acusações contidas no Washington Post.

    “Eu peço profundas desculpas por meu comportamento inapropriado”, disse Rose na segunda-feira. “Estou muito embaraçado. Eu me comportei insensivelmente às vezes e aceito responsabilidade por isto, embora eu não acredite que todas estas acusações sejam precisas.”

    “Eu sempre senti que eu estava seguindo sentimentos compartilhados, mesmo que agora eu perceba que estava errado”, acrescentou, dizendo que chegou a um “profundo novo respeito por mulheres e suas vidas”.

    Oito mulheres acusaram Rose de avanços sexuais indesejados em direção a elas, relatou o Washington Post na segunda-feira, no episódio mais recente em uma onda de acusações de assédio sexual contra homens proeminentes dos setores do entretenimento e mídia e na política dos Estados Unidos.

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