January 17, 2018 / 5:38 PM / 7 months ago

ESTREIAS–Indicado ao Globo de Ouro "Me Chame pelo seu Nome" e outros destaques dos cinemas esta semana

(Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país nesta quinta-feira:

Ator Timothée Chalamet em Nova York REUTERS/Lucas Jackson

“ME CHAME PELO SEU NOME”

Um dos melhores diretores italianos da modernidade, Luca Guadagnino tem-se especializado em amores difíceis — como visto em “Um Sonho de Amor” (2009) e “Um Mergulho no Passado” (2015), ambos estrelados por Tilda Swinton. O novo drama romântico do cineasta, “Me Chame pelo seu Nome”, percorreu diversos festivais mundo afora e conquistou indicações a várias premiações, como Globo de Ouro, Bafta, Sindicatos dos Atores e dos Roteiristas dos EUA.

O ator norte-americano Timothée Chalamet, de 22 anos, protagoniza a história, roteirizada pelo veterano diretor James Ivory a partir do romance de André Aciman. Na trama, Timothée interpreta o adolescente Elio, 17 anos, que no início dos anos 1980, está vivendo seu despertar sexual.

Vivendo com os pais, o professor universitário Perlman (Michael Stuhlbarg) e a mãe tradutora (Amira Casar), na Lombardia, Elio prepara-se para mais um verão quando chega para hospedar-se em sua casa um aluno de seu pai, Oliver (Armie Hammer), que deverá permanecer por seis semanas auxiliando o professor. A primeira sensação do garoto é de invasão, até porque Oliver vai ocupar seu quarto. Elio ficará com o quarto ao lado, o que lhe permitirá espionar o intruso.

O diretor explora habilmente este clima de mútua observação entre os dois, que jogam seus artifícios de sedução e rejeição. O contraste entre as duas experiências de vida e graus de consciência diferentes dos riscos de uma eventual relação compõem a moldura de uma história envolvente.

“PELA JANELA”

Premiado em diversos festivais —entre eles, Roterdã, Havana e Aruanda—,”Pela Janela” traz duas grandes interpretações de sua dupla central, formada por Magali Biff e Cacá Amaral. Ela é Rosália, veterana operária de uma fábrica de reatores na periferia de São Paulo que, aos 65 anos, é demitida de um trabalho ao qual devotou a maior parte de sua vida.

Deprimida e sem rumo, aceita fazer uma viagem de carro com o irmão, motorista de uma família rica, à Argentina. Distante de seu cotidiano e de todas as suas referências, a protagonista começa a se redescobrir. Como em qualquer road movie, a jornada é mais importante do que o destino, e é nas paradas que a personagem começa a se reencontrar.

Escrito e dirigido por Caroline Leoni, o filme discute temas como o papel da mulher e o mercado de trabalho. Isso aliado a uma estética minimalista, cuja força se encontra no desenho dos personagens, que crescem nas interpretações potentes de atores experientes e com muitos recursos, como Magali e Amaral.

“CORRENDO ATRÁS DE UM PAI”

Essa é uma comédia que começa com supostas piadas de proctologista e termina com outras supostas piadas de veterinário, espremendo entre as duas pontas outras supostas piadas sobre paternidade, maternidade, órgãos genitais e afins. Um filme cuja estreia, nos EUA, foi adiada por um ano já indicava que ali havia problemas.

Peter (Ed Helms) e Kyle (Owen Wilson) descobrem que o homem que acreditavam ser seu pai não o é. E, tendo nas mãos um nome dado pela mãe (Glenn Close), saem numa viagem pelos EUA em busca de seu genitor. Cada tentativa revela-se um erro, surgindo uma nova pista sobre o possível pai –entre eles, estão o ex-jogador de futebol Terry Bradshaw e um personagem interpretado por J. K. Simmons.

E o filme é basicamente isso, os dois irmãos viajando de uma suposição a outra e encontrando motivos cômicos ao longo do trajeto. O problema é que nada é realmente engraçado, nem os personagens, nem as situações –embora houvesse um potencial divertido na premissa.

“SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE”

A franquia “Sobrenatural” chega ao seu quarto capítulo com “Sobrenatural: a Última Chave”, que volta ao passado para explicar a origem dos poderes psíquicos da heroína da série, a médium Elise Rainier (Lin Shaye), que nos filmes anteriores - “Sobrenatural” (2010), “Sobrenatural: capítulo 2” (2013) e “Sobrenatural: a origem” (2015) -ajudou famílias a se livrar de possessões demoníacas.

Com alguma dose de humor, quase paródia de “Os caça-fantasmas” por conta da utilização de parafernália para identificar a presença de entidades malignas, o novo filme retorna à infância de Elise, que já tinha o dom de ver, ouvir e interagir com espíritos, contra a vontade do pai.

Agora, Elise é chamada para “limpar” a casa de um homem no Novo México, por coincidência a mesma onde passou a infância, onde fatos estranhos continuam ocorrendo e ainda relacionados a sua história familiar, que finalmente será revelada. No final, os aficionados recebem a garantia de que a franquia prosseguirá.

“GABY ESTRELLA”

“Gaby Estrella” é um filme que conhece o seu público e existe única e exclusivamente para agradá-lo, o que não é nenhum problema. Mas que nenhum desavisado entre no cinema sem saber do que se trata ou espere se envolver com o longa, que acompanha personagens de uma telenovela adolescente, exibida num canal a cabo entre 2013 e 2015.

Gaby (Maitê Padilha) é uma cantora adolescente de sucesso, mas está perdendo seu espaço para a concorrente (Luisa Prochet), dona de mais “likes” e visualizações. Voltar para a fazenda da avó (Regina Sampaio) será uma oportunidade para a protagonista reencontrar suas origens e perceber os verdadeiros valores, dos quais ela se afastou.

Seguidores não são tudo na vida, mas tê-los é o que garante a carreira e paga as contas no fim do mês, descobre Gaby, na mensagem do filme: é importante manter-se fiel às origens, mas não deixe de postá-las nas redes sociais.

(Por Neusa Barbosa, Alysson Oliveira e Luiz Vita, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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