February 8, 2018 / 11:07 PM / 10 months ago

Heróis da vida real estrelam filme de Clint Eastwood sobre ataque na França

LOS ANGELES (Reuters) - Em 2015, eles foram saudados como heróis pelo presidente norte-americano Barack Obama e receberam as honrarias mais altas da França.

Diretor Eastwood (segundo à direita) posa com elenco do filme “15h17 – Trem para Paris” Jenna Fischer, Alek Skarlatos, Spencer Stone e Anthony Sadler 5/2/2018 REUTERS/Mario Anzuoni

Nesta semana, os três amigos de infância norte-americanos que superaram um homem armado com um rifle de assalto e uma lâmina em um trem de passageiros para Paris estão estrelando um filme de Clint Eastwood sobre o ataque, e parece um pouco surreal.

Spencer Stone, Anthony Sadler e Alek Skarlatos, de Sacramento, na Califórnia, se interpretam no filme “15h17 – Trem para Paris”, que estreia nos cinemas norte-americanos na sexta-feira.

Após encontrar os três homens na faixa dos 20 anos em uma premiação, Eastwood decidiu fazer um filme, mas ao invés de selecionar atores, o diretor vencedor do Oscar convidou os amigos.

“Três semanas antes de gravar, ele diz ‘vocês querem fazer vocês mesmos?’ e nós falamos ‘como assim? O filme começa em três semanas e nós nunca tivemos aulas de atuação’”, disse Sadler.

“Eastwood falou ‘não liguem para isso. Nós vamos fazer isto’. Ele então deixou as coisas simples e disse ‘sejam vocês mesmos e nós só vamos gravar isso’”, acrescentou.

O trio estava em um trem de Amsterdã para Paris durante férias na Europa em 21 de agosto de 2015 quando um suposto militante islâmico abriu fogo contra passageiros.

Eles ajudaram a superar o homem e Stone fechou as feridas de outro passageiro com seus dedos após ter sido atingido pelo agressor. Dois outros passageiros ficaram feridos e o agressor foi preso quando o trem parou.

Stone está satisfeito que o filme também mostra outras pessoas que estiveram na ação. No filme, muitos dos passageiros são as mesmas pessoas que estavam no trem em 2015.

“Muitas vezes a história é contada como se tivéssemos sido os únicos que fizeram algo”, disse. “Eles serem homenageados por algo que fizeram de uma maneira tão grande é incrível porque é algo que sempre quisemos fazer mas não sabíamos como”.

“Nós queríamos acertar e acho que conseguimos”, acrescentou Stone. 

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