March 21, 2018 / 9:26 PM / 5 months ago

ESTREIAS-Sequência de “Círculo de Fogo” leva efeitos especiais e barulho aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Ator John Boyega, que está no novo filme “Círculo de Fogo” 09/12/2017 REUTERS/Danny Moloshok

“CÍRCULO DE FOGO – A REVOLTA”

- Sequência da ficção científica de ação “Círculo de Fogo” (2013), de Guillermo del Toro – que agora só assina a produção – investe novamente em muitos efeitos especiais e barulho numa nova investida de gigantescos alienígenas sobre a Terra. O planeta estava em paz e os robôs que combateram os invasores, os Jaegers, estavam sendo desmontados e até canibalizados por jovens que viviam dessa venda ilegal.

Entre eles, está nada menos do que Jake Pentecost (John Boyega), filho do herói Stacker Pentescost (Idris Elba), morto ao final da batalha do primeiro filme. Não é preciso ser adivinho para imaginar que muito em breve ele será obrigado a entrar novamente em ação, como um dos pilotos de um Jaeger, ao lado de um rival, Nate Lambert (Scott Eastwood).

Como a aventura quer ser politicamente correta, uma mocinha, Amara Namani (Cailee Spaeny), também terá sua importância na trama, que segue um novo e brutal ataque alienígena.

“A MELHOR ESCOLHA”

- Em “A Melhor Escolha”, o diretor Richard Linklater opta por um tom intimista para contar a história de três ex-militares, que se tornaram amigos na Guerra do Vietnã e se reencontram algumas décadas depois para o enterro do filho de um deles, Doc (Steve Carell), que morreu no Iraque.

O clima é, obviamente, de melancolia e também de descrença nos EUA. Ao lado dos amigos, Sal (Bryan Cranston) e Mueller (Laurence Fishburne), Doc encara as autoridades e tenta levar o corpo do filho para ser sepultado ao lado da mãe. Não será uma jornada fácil, especialmente porque um coronel (Yul Vazquez) faz de tudo para sabotá-los.

Linklater busca uma simetria entre dois momentos da história dos EUA e encontra as vidas de soldados devastadas numa guerra que eles não declararam, enquanto as pessoas que o fizeram lucram confortavelmente sentadas em seus escritórios. Dessa forma, o diretor realiza um filme com ressonância política e emocional.

“A LIVRARIA”

- A espanhola Isabel Coixet, uma diretora pouco dada a sutilezas, não parece ser a pessoa certa para adaptar o romance “A Livraria”, de Penelope Fitzgerald, um livro de poucas páginas mas potente em seu comentário sobre a batalha entre conservadorismo e progressismo.

A sorte do filme é ter Emily Mortimer como protagonista, interpretando uma viúva que abre uma livraria numa pequena cidade na Inglaterra, nos anos de 1950, e enfrenta a elite conservadora local, materializada na figura de Violet (Patricia Clarkson), cujas maneiras dissimuladas escondem algo de retrógrado.

A temática do filme, apesar de baseado num livro dos anos de 1970, é extremamente contemporânea e relevante. Mas muito se perde devido à mão pesada de Coixet, emoldurada pela trilha sonora onipresente de Alfonso de Vilallonga. O longa ganhou diversos prêmios Goya, o principal da Espanha, entre eles, melhor filme, direção e roteiro adaptado.

“POR TRÁS DOS SEUS OLHOS”

- Gina (Blake Lively) perdeu a visão no começo da adolescência num acidente automobilístico que matou seus pais. Anos depois, morando em Bangcoc com o marido, James (Jason Clarke), surge a possibilidade de uma cirurgia em um dos olhos que lhe permitiria voltar a enxergar.

Essa é a premissa do suspense dirigido por Marc Forster, que começa bem, com suas imagens estranhas, tentando dar conta do mundo de sombras de Gina. Mas finalmente a história se perde constrangedoramente num suspense sem nada em suspenso, após a cirurgia.

O dilema é que a protagonista volta a enxergar, mas seu marido tem ciúmes e sabota o tratamento. As motivações dos personagens não têm muito sentido, assim como as questões levantadas até chegar-se à obrigatória reviravolta final, que é anticlimática. O que sobra é a interpretação empenhada de Lively, que a cada trabalho se mostra melhor do que os filmes em que atua.

“PEDRO COELHOS”

- Coelhos, no cinema e televisão, adquirem um ar mais malandro do que fofinho – basta lembrar do icônico Pernalonga. Por isso, não é de surpreender que a adaptação de “Pedro Coelho” traga como protagonista um animalzinho dentuço e rebelde.

Pedro vive com as irmãs e o primo nas proximidades da horta do Sr. Severino (Sam Neill), de quem tentam roubar diariamente. Quando o homem morre, um sobrinho (Domhnall Gleeson) herda a propriedade e acaba se envolvendo com a vizinha (Rose Byrne), que passa a dar menos atenção ao coelho, despertando a ira do animal. Com a ajuda de outros bichos, o protagonista tentará mandar seu “rival” de volta para Londres.

Dirigido por Will Gluck, a partir do livro clássico de Beatrix Potter, e combinando atores com animais gerados por computador, o filme tem um humor ácido – que talvez nem sempre seja bem compreendido pelas crianças menores,. Em compensação, elas poderão divertir-se com a fofura e as estripulias dos bichinhos.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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