April 18, 2018 / 9:05 PM / 6 months ago

ESTREIAS-“7 Dias em Entebbe” e adaptação de Ruy Guerra chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país nesta quinta-feira:

Rosamund Pike, que está em “7 Dias em Entebbe”, posa em Toronto 11/9/2017 REUTERS/Mark Blinch

“7 DIAS EM ENTEBBE”

- Com sua carreira internacional deslanchada, em filmes como a nova versão de “RoboCop” (2014), o diretor brasileiro José Padilha comanda a coprodução britânico-americana “7 Dias em Entebbe”, que revisita o dramático sequestro de um avião da Air France em 1976, com 250 passageiros a bordo, que foi desviado para Uganda.

Por trás do sequestro, uniram-se militantes do grupo alemão Baader-Meinhof e defensores da causa palestina, que pretendiam, em troca dos reféns, vários deles judeus, liberar seus prisioneiros dos cárceres israelenses.

Dois destes alemães, Brigitte Kuhlmann (Rosamund Pike) e Wilfried Böse (Daniel Brühl), destacam-se no comando sequestrador, assim como alguns passageiros, caso do co-piloto francês Jacques LeMoine (Denis Ménochet). A ação é acompanhada em dois focos – no hangar onde os passageiros são alojados, na África, e no gabinete em Israel, onde medem forças o primeiro-ministro Ytzhak Rabin (Lior Ashkenazi) e o ministro da defesa Shimon Peres (Eddie Marsan).

“QUASE MEMÓRIA”

- Treze anos depois do lançamento de seu último filme, “O Veneno da Madrugada” (2005), o veterano cineasta Ruy Guerra retorna com uma outra adaptação literária, “Quase Memória”, esta a partir de livro de Carlos Heitor Cony (1926-2018).

É, como sempre, com grande liberdade que Guerra se lança à sua versão da história, começando por afastar-se da trama original ao criar dois protagonistas que, no caso, são o mesmo homem, Carlos, em idades diferentes, num diálogo consigo mesmo – interpretados por Tony Ramos e Charles Fricks (no livro, o protagonista é único). O recurso, por si só, valoriza a palavra e a memória – que está escapando ao Carlos maduro.

Os dois Carlos debatem suas diferentes lembranças de seu pai, o jornalista Ernesto (João Miguel), e as muitas escolhas de uma vida aventureira. Esse confronto de memórias conflitantes coloca em cena as escolhas do próprio Carlos, cuja versão mais jovem tenta às vezes interrogar seu eu futuro, com pouco sucesso, diante da amnésia real ou declarada do outro.

“SUBMERSÃO”

- Baseado em romance de J.M. Ledgard, o cineasta alemão Wim Wenders explora um romance ambientado entre espaços geográficos amplos e diversificados.

Danielle Flinders (Alicia Vikander) é uma biomatemática que sonha encontrar as pistas de onde a vida começa nas profundezas do mar. James Moore (James McAvoy) é um agente britânico que investiga uma série de atentados a bomba na Europa, prestes a partir para a Somália. Na véspera de suas missões, os dois se encontram num hotel paradisíaco na Normandia e vivem um relacionamento breve e intenso.

Apesar das diferenças e dos segredos – evidentemente, James não abrirá para ela todos os detalhes de sua iminente viagem -, ambos os trabalhos são cercados da necessidade de isolamento e de um inegável risco de morte.

Wenders mantém sua capacidade de conduzir seus personagens nessas localidades belas e intrigantes do planeta, em trajetórias que, em algum momento, serão atingidas pelo medo. Especialmente no caso de James, que acaba prisioneiro de milícias jihadistas na Somália.

“DE ENCONTRO COM A VIDA”

- Saliya Kahawatte (Kostja Ullmann) é um rapaz que perdeu praticamente toda a visão na adolescência. Mas isso não o impediu, anos depois, de candidatar-se a uma vaga como aprendiz no hotel mais luxuoso de Munique, sem contar nada sobre sua deficiência.

Kahawatte sempre sonhou ser hoteleiro e, com a ajuda de um novo amigo (Jacob Matschenz), que conheceu no dia da seleção, faz verdadeiros malabarismos para esconder seu problema. Eventualmente outras pessoas do hotel também o auxiliam e ele conhece uma fornecedora (Anna Maria Mühe), por quem se apaixona, mais uma vez sem contar-lhe nada.

O longa de Marc Rothemund se credita como “baseado numa história real”, mas é difícil de acreditar no quanto da trajetória do verdadeiro Kahawatte esteja aqui – visto que há muita coisa implausível. O filme é repleto de boas intenções, humor leve e uma interpretação simpática de UIllmann, mas não consegue ultrapassar os esquematismos dos chamados “filmes-de-superação”.

“TODO CLICHÊ DO AMOR”

- Se esta comédia nacional se limitasse aos clichês do amor de seu título, seria o de menos. Mas seu roteirista, diretor e ator Rafael Primot também coloca em cena chavões humanos e cinematográficos, com três histórias que eventual e obrigatoriamente terão de se cruzar.

Uma viúva (Maria Luisa Mendonça) tenta tornar-se amiga da enteada (Amanda Mirásci) durante o velório de seu marido. Uma dominatrix (Marjorie Estiano) quer engravidar de seu marido, um ator pornô (João Baldasserini), e desabafa com um cliente (Eucir de Souza). Um motoboy (Primot) se apaixona pela funcionária de uma lanchonete (Débora Falabella) e comete um crime para provar seu amor.

Os recursos para unir essas tramas são um tanto forçados mas, como o objetivo aqui não é o naturalismo, isso nem chega a ser o maior problema. Por outro lado, os personagens não causam maior simpatia. O fato de parecerem sempre falar gritando também não ajuda.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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