April 25, 2018 / 8:23 PM / 4 months ago

ESTREIAS-"Vingadores: Guerra Infinita" mostra luta de vários heróis contra vilão

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Robert Downey Jr. em lançamento de "Vingadores" em Los Angeles 23/04/2018 REUTERS/Mario Anzuoni

“VINGADORES: GUERRA INFINITA”

- Há uma pergunta que atravessa os 149 infinitos minutos do filme: “Ainda falta algum herói aparecer?” Boa parte do longa consiste em entradas triunfais de personagens queridos do universo Marvel para alegrar fãs de ponta a ponta. É claro que os primeiros a chegar têm mais destaque, como Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Thor (Chris Hemsworth).

A trama basicamente consiste de uma luta de quase todos esses heróis lutando contra o vilão Thanos (Josh Brolin), que pretende conseguir as seis Joias do Infinito e, assim, poder dizimar metade da população do universo. Então, grupos de Vingadores, em parceria com os Guardiões da Galáxia, divididos em grupos, e em planetas diferentes, fazem de tudo para impedi-lo.

Todos terão seu momento de protagonismo – até a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o Homem Aranha (Tom Holland) –, exceto a Viúva Negra, de Scarlett Johansson, cuja participação se resume a fazer cara de impressionada e levar e distribuir sopapos.

“ESTRELAS DE CINEMA NUNCA MORREM”

- Estrelas de Cinema Nunca Morrem”, do diretor escocês Paul McGuigan, é um romance anticonvencional inspirado nas memórias de um ator inglês, Peter Turner. Em seu livro, ele conta seu relacionamento com Gloria Grahame (1923-1981), atriz norte-americana que brilhou em Hollywood nos anos 1950 e venceu um Oscar em 1953 por “Assim Estava Escrito”, de Vincent Minnelli.

Quando se conhecem, em Londres, em 1986, Gloria (Annette Bening) e Peter (Jamie Bell) trabalham no teatro, mas vivendo situações opostas. Aos 26 anos, Peter luta por todas as chances para deslanchar uma carreira iniciante. Quase 30 anos mais velha, Gloria vive uma maturidade decadente, agarrando-se a todos os papéis que possam garantir sua simples sobrevivência.

Vizinhos de quarto numa pensão londrina, os dois rapidamente encontram pontos em comum, superando a diferença de idade. Unidos pela mesma curiosidade e entrega ao teatro e à vida, vivem um romance cheio de sobressaltos.

“PRAÇA PARIS”

- Premiado em festivais como Havana e Rio em 2017, “Praça Paris”, de Lúcia Murat, recoloca na obra da diretora o choque social que ela abordou em filmes como “Quase Dois Irmãos” (2004). Com a parceria de um roteirista estreante, o jovem escritor Raphael Montes, Lúcia coloca em confronto duas mulheres de condições sociais, etnia e até nacionalidades diferentes.

Glória (Grace Passô), é ascensorista da universidade, e Camila (Joana de Verona), uma psicóloga portuguesa radicada no Brasil que a atende no Centro de Terapia da UERJ.

A história de Glória é marcada por uma relação opressiva com o irmão presidiário, Jonas (Alex Brasil), que foi sua única proteção de um pai abusivo no passado. É evidente que Camila, vinda de um contexto e um país completamente diferentes, não está aparelhada para assimilar a carga dramática que Glória carrega, levando o relacionamento das duas a um impasse que reflete a complexa realidade social do Rio e do país.

“TUDO QUE QUERO”

- A comédia dramática “Tudo que Quero” é uma jornada de crescimento tanto para sua personagem principal, a jovem autista Wendy, quanto para sua intérprete, Dakota Fanning. Aos 24 anos, a atriz que começou a carreira aos 6 anos, numa ponta na série “Plantão Médico” (2000), demonstra segurança para papéis mais adultos.

Baseado em peça de Michael Golamco, roteirizada pelo próprio autor, o diretor Ben Lewin conduz a personagem na maior aventura de sua vida. Garota que mora num lar sob supervisão, sob o comando da psicóloga Scottie (Toni Collette), Wendy adquiriu relativa autonomia, seguindo uma minuciosa lista de tarefas diárias. Esta rotina lhe dá segurança mas, emocionalmente, ela ainda sente limitações para um contato mais próximo. Fora isso, ela tem problemas para controlar seus eventuais acessos de raiva, o que leva a irmã Audrey (Alice Eve), que é casada e mãe de um bebê, a não aceitá-la de volta em sua casa.

A grande paixão da vida de Wendy é a série “Star Trek”, cujos detalhes ela conhece de cor. Assim, cai sob medida um concurso realizado pelo estúdio Paramount para premiar um roteiro neste universo. O plano era enviar seu trabalho pelo correio, mas ela não conseguiu. Assim, Wendy decide levar o roteiro pessoalmente, embarcando num ônibus de San Francisco a Los Angeles.

“SOMENTE O MAR SABE”

- No final dos anos de 1960, o navegador amador Donald Crowhurst (Colin Firth) se inscreveu numa competição na qual deveria sozinho dar a volta no mundo de maneira ininterrupta. Essa era a chance de ganhar um bom dinheiro para ajudar a pagar as dívidas da família. Apesar dos protestos de sua mulher (Rachel Weisz), ele embarca nessa jornada, que seria sua última.

Dirigido por James Marsh, o filme acompanha a malfadada viagem do protagonista, cujo destino até hoje é incerto. Especula-se que, depois de simular estar cumprindo as regras da competição, ele perdeu a razão e se suicidou – uma hipótese que o longa explora de maneira um tanto vaga.

A história de Crowhurst já rendeu filmes, ópera e romances. Sua trajetória é intrigante, mas o longa de Marsh escolhe navegar por águas calmas, contentando-se em ser uma cinebiografia convencional com um bom orçamento, o que lhe garante boas cenas marítimas e cenários e figurinos bem cuidados.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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