June 20, 2018 / 9:31 PM / 4 months ago

ESTREIAS-"Jurassic World" e drama com Rachel Weisz chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país nesta quinta-feira:

Chris Pratt posa em lançamento de "Jurassic World" em Los Angeles 12/6/2018 REUTERS/Mario Anzuoni

“JURASSIC WORLD - REINO AMEAÇADO”

- Assumindo a direção do novo filme da franquia, o catalão J. A. Bayona expande o universo dos dinossauros para fora de suas habituais fronteiras. Isso é muito bem-vindo, livrando os humanos e animais da dinâmica confinada dentro de um parque ou uma ilha, como no filme anterior da franquia, de 2015.

Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) precisam salvar os dinossauros já que a Ilha Nublar está ameaçada de total destruição por um vulcão. Com o patrocínio de um milionário (James Cromwell), irão resgatar os répteis, mas o secretário dele (Rafe Spall) tem um plano mais lucrativo e vai interferir.

Explorando o tema da ética da ciência diante do lucro, o novo filme trabalha mais a individualização dos animais e, novamente, a velociraptor Blue é o destaque entre eles. Ao levar os dinossauros para um ambiente sem fronteiras, o longa cria diversas possibilidades e ameaças, deixando um gancho apocalíptico muito bem-sacado para as próximas continuações.

“DESOBEDIÊNCIA”

- Este primeiro filme em inglês do premiado diretor chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”) adapta o romance da autora inglesa Naomi Alderman.

Também produtora do filme, a atriz Rachel Weisz é a protagonista Ronit, uma fotógrafa inglesa radicada há anos em Nova York depois da ruptura com a família. Quando recebe a notícia da morte do pai, o rabino Rav Krushka (Anton Lesser), com quem nunca mais havia mantido contato, ela sofre um forte abalo. E faz uma viagem de volta à comunidade judaico-ortodoxa londrina onde foi criada.

Ela revê seus melhores amigos, Dovid (Alessandro Nivola) e Esti (Rachel McAdams), agora casados. E tem um choque com a transformação da antes rebelde Esti numa perfeita representante da esposa ortodoxa, enquanto Dovid, como esperado, está prestes a ser confirmado como substituto de Rav.

O retorno de Ronit faz renascer também a antiga atração adolescente entre ela e Esti, que fora o motivo de sua partida e do rompimento com o pai. O diretor Lelio sustenta esta situação com sutileza, sem abrir mão da emoção e algumas cenas íntimas entre as protagonistas, que deram o que falar desde o festival de Toronto, onde o filme teve sua première, em 2017.

“HEREDITÁRIO”

- “Hereditário” começa como um terror igual a poucos. O roteirista e diretor Ari Aster inicia seu filme de maneira tensa e sutil, construindo um clima aterrorizante nos detalhes, confiando na capacidade de seu elenco e do público. A trama gira em torno de uma mulher (Toni Collette) cuja vida é repleta de tragédias.

Fantasmas podem estar aterrorizando sua casa após a morte da mãe dela, mas uma nova perda torna tudo mais difícil. A partir desse momento, o longa torna-se ainda mais sombrio e sugestivo, criando uma atmosfera assustadora.

Tudo vai muito bem até o momento em que o diretor joga a toalha, deixando de lado a sutileza para contentar-se com sustos baratos e um excesso de referências cinematográficas – que incluem “O Bebê de Rosemary” e “Anticristo”. Não que o longa não tenha seus bons momentos, mas eles ficam todos na primeira metade, embora a atuação de Collette siga impressionante até o fim.

“O AMANTE DUPLO”

- Dirigido pelo experiente diretor francês François Ozon, “O Amante Duplo” percorre alguns dos caminhos explorados na extensa filmografia do realizador, unindo o erotismo e o suspense psicológico, numa livre adaptação do livro “The lives of twins”, de Joyce Carol Oates.

Ozon retoma a parceria com a atriz Marine Vacth, sua protagonista em “Jovem e Bela” (2013), desta vez como Chloé, uma jovem atormentada por dores abdominais supostamente psicossomáticas, levando-a a recorrer ao terapeuta Paul (Jérémie Renier). A terapia funciona e, de quebra, os dois se envolvem romanticamente, indo morar juntos.

Um dia, Chloé descobre que seu namorado tem um sósia perfeito, Louis (também Renier). Igualmente terapeuta, este suposto irmão gêmeo de Paul é seu exato oposto. Tudo que em Paul é delicadeza, em Louis se transforma em agressividade. Chloé vê-se confundida e, finalmente, atraída pelos dois.

“CANASTRA SUJA”

- Exibido na Mostra de São Paulo em 2016 e premiado em festivais no Brasil e no exterior, o filme dirigido por Caio Sóh mergulha no cotidiano do subúrbio carioca e traça um retrato sem retoques de uma família cercada por todos os lados pela derrota.

Marco Ricca é Batista, manobrista de um hotel, levado pela mulher e os três filhos a buscar a ajuda de um grupo de apoio para se livrar do alcoolismo. É um homem rude, com dificuldades de relacionamento com Pedro (Pedro Nercessian) e mais carinhoso com as duas filhas, Emília (Bianca Bin) e Rita (Cacá Ottoni), que é autista. Maria (Adriana Esteves) é uma dona de casa sufocada pela rotina e pela desesperança. O borracheiro Tatu (Davi Junior), namorado de Emília, ganha muito dinheiro fora de sua oficina com uma atividade misteriosa e interfere no núcleo familiar.

Quando Batista parece estar se encaminhando para uma nova vida, Pedro, que trabalha com o pai, é acusado de roubar o celular de um morador do hotel. Os dois são demitidos e a família perde o eixo. Como cartas em um jogo de buraco, a história de cada personagem interferirá na de outro ao serem sobrepostas. Até o último lance, com um final inesperado.

(Por Neusa Barbosa, Alysson Oliveira e Luiz Vita, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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