July 18, 2018 / 8:32 PM / a month ago

ESTREIAS-"Ilha dos Cachorros" e nacional "Uma Quase Dupla" chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Diretor Wes Anderson, de "Ilha dos Cachorros" 20/3/2018 REUTERS/Brendan McDermid

“ILHA DOS CACHORROS”

- Como se a animação “O Fantástico Sr. Raposo” já não tivesse sido um marco, o cineasta Wes Anderson novamente se aventura no mundo do stop motion para um resultado ainda mais incrível. Ganhador do prêmio de direção em Berlim, o filme traz o universo do cineasta, com tons pastel, melancolia e ternura, para uma história protagonizada por cachorros.

Os animais foram isolados numa ilha nos arredores do Japão por conta de uma gripe contagiosa. Na verdade, isso encobre uma conspiração política que será desvendada pelo garoto Atari, que vai até a ilha para reencontrar seu cão Spot.

Anderson homenageia o cinema japonês, sem abrir mão do temas que lhe são caros, especialmente como a opressão social se embrenha nas fissuras mais pessoais da vida. Os personagens outsiders e as situações criativamente bizarras dos filmes do diretor ganham novas dimensões protagonizadas por cães, aqui dublados por atores como Bryan Cranston, Edward Norton e Scarlett Johansson.

“UMA QUASE DUPLA”

- É uma dupla improvável, mas funcionou. A química para comédia entre Tatá Werneck e Cauã Reymond (que a cada filme se distancia do rótulo de galã que a televisão lhe deu) é inegável, e da parceria sai uma das comédias nacionais realmente engraçadas há um bom tempo.

A direção de Marcus Baldini é precisa nesse filme que, ao mesmo tempo, homenageia e satiriza os policiais americanos protagonizados por duplas inusitadas. Werneck é Keyla, investigadora escolada do Rio, que vai à pequena Joinlândia para ajudar o inexperiente Claudio (Reymond) a descobrir um serial killer.

É claro que o suspense é o de menos aqui, embora o filme consiga criar boas situações policiais e a arrogância dela e a ingenuidade dele sejam inspirações de momentos cômicos. Werneck é a rainha da comédia, mas a surpresa é seu colega de cena, que faz do tolo Claudio um personagem engraçado sem nunca transformá-lo em motivo de chacota.

“BERGMAN 100 ANOS”

- Parte das comemorações do centenário de nascimento do cineasta Ingmar Berman (1918-2007), o documentário da jornalista da TV sueca Jane Magnusson reúne cerca de 40 personagens, a grande maioria suecos, entre atores e técnicos que trabalharam com ele e alguns estudiosos de sua obra. Seu ponto de partida é o ano de 1957, em que o cineasta lançou dois de seus títulos mais celebrados, “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”, além de produzir um filme para a TV e nada menos de quatro produções teatrais, entre elas, uma encenação de cinco horas do clássico “Peer Gynt”, de Henryk Ibsen, texto que era tido como impossível de montar.

Este ano crucial na carreira de Bergman, que contava então 39 anos, foi definitivo para sua consagração, a conquista de um prestígio e poder até hoje sem paralelo na cena cultural sueca, sem contar sua projeção internacional. Tudo isso teve um preço – a invejável energia criativa de Bergman transbordava numa vida pessoal e amorosa caótica, dividida entre várias mulheres e filhos que ele mal via, além de uma saúde sempre delicada, com insônia e problemas gastrointestinais.

“O ORGULHO”

- A atriz Camélia Jordana ganhou o César de melhor revelação feminina 2018 por sua atuação nesta comédia dramática dirigida por Yvan Attal – também ator e companheiro de Charlotte Gainsbourg. No centro da história, está o conflito entre uma caloura de direito de origem árabe, Neila Salah (Camélia Jordana), e um catedrático, Pierre Mazard (Daniel Auteuil), cujas tiradas politicamente incorretas o tornaram num problema para a tradicional universidade Panthéon-Assas, em Paris.

As ironias sócio-raciais do professor para com Neila são filmadas pelos celulares de vários colegas e chegam às redes sociais. Assim, ele é chamado às falas pelo reitor (Grégoire Viviani), até porque é reincidente – por mais que Mazard insista que é apenas uma “provocação”.

A saída encontrada para que não seja punido é aproximar-se de Neila, convencendo-a a aceitá-lo como seu preparador num concurso de retórica, como representante da universidade. Tarefa difícil, não só porque Neila nem tinha se candidatado, como alimenta um profundo e natural rancor pelo professor que a fez pagar mico na frente de toda a classe logo no primeiro dia. Mas Neila tem um caráter aguerrido e assume a coisa toda como um desafio pessoal.

“TIO DREW”

- Tudo começou com uma série de comerciais da Pepsi anos atrás. Tamanho foi o sucesso, que acharam que o personagem Tio Drew – interpretado pela estrela da NBA Kyrie Irving – renderia um filme inteiro. Só que não. Dirigido por Charles Stone III, esta é uma comédia de uma piada só, daquele tipo protagonizado por idosos boca suja.

Tio Drew é uma lenda do basquete que abandonou as quadras e ninguém sabe o motivo. Agora, ele se torna a única possibilidade de salvação para Dax (Lil Rel Howery), um jovem treinador que perdeu seu time e namorada para o rival e quer vingar-se num jogo de basquete ganhando um torneio.

Enquanto comédia, “Tio Drew” funciona pouco, porque suas tiradas são óbvias. Mas, como filme de esporte, deve agradar aos fãs de basquete, por conta da presença de esportistas famosos, incluindo Shaquille O’Neal.

(Por Alysson Oliveira e Neusa Barbosa, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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