July 24, 2018 / 2:55 PM / 24 days ago

"Fator Tom" destaca "Missão: Impossível" de outros filmes de ação, diz coordenador de dublês

LOS ANGELES (Reuters) - A franquia de filmes “Missão: Impossível” se tornou sinônimo de cenas de ação ousadas nas quais o protagonista Tom Cruise escala os prédios mais altos do mundo ou fica pendurado na lateral de aviões em pleno ar.

Tom Cruise durante evento do filme "Missão: Impossível – Efeito Fallout" em Paris, na França 12/07/2018 REUTERS/Gonzalo Fuentes

Em “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que estreia em todo o mundo a partir de quarta-feira, Cruise se torna o primeiro ator a realizar um salto Halo (de alta atitude com abertura do paraquedas em baixa atitude) a cerca de 7.620 metros de altura.

A Reuters conversou com o coordenador de dublês do filme, Wade Eastwood, que também trabalhou nas franquias James Bond e Jack Reacher, sobre como as cenas são concebidas e o que leva Cruise, de 56 anos, a fazê-las em pessoa.

P: Quem inventa as cenas de ação de “Missão: Impossível”?

R: Recebemos um esboço (do filme), depois tento imaginar o estilo, e Chris (McQuarrie, diretor), Tom e eu nos reunimos e trocamos um monte de ideias. A grande diferença entre “Missão: Impossível” e outros filmes é que toda a ação é muito baseada no personagem. Tom interpreta um personagem que não é super-humano.

P: A que tipo de treinamento você sujeita Cruise?

R: Crio um cronograma de treinamento – isso é o tanto de pilotagem que temos que fazer, tantas sessões de ciclismo, e ele cumpre 100 por cento. E depois, eu forço o treinamento cada vez mais. Quanto mais você força, mais exaustivo o treinamento fica —ele sofre, mas nunca desiste. Usamos o melhor do mundo para levar Tom ao próximo nível. Você está tentando ensinar alguém a chegar o mais perto do alto nível que puder, não em 20 anos mas em dois meses.

P: Quanto treinamento houve para o salto Halo?

R: Construímos o maior túnel de vento a céu aberto do mundo. Nos intervalos do almoço, se Tom tinha uma hora livre entre as cenas, corríamos para lá. Eu passei 500 horas no túnel de vento elaborando as manobras. Criamos um capacete que não tinha um tubo de oxigênio feio no nariz e na boca e que funcionaria de verdade. Fizemos 150 saltos em Abu Dabi e 102 tomadas diferentes para torná-lo perfeito.

P: Cruise já recusou alguma cena por ser perigosa demais?

R: Não. Ele teria sido um dos melhores dublês do mundo se não fosse ator, com certeza. Com dublês homens e mulheres não importa sua aparência. Mas Tom, ele também está interpretando um personagem, então tem que saltar e fazer o personagem enquanto tenta ser profissional. Esse é o desafio que, para mim, o coloca acima de todos.

P: O que destaca a franquia “Missão: Impossível” de outros filmes cheios de cenas de ação?

R: O fator Tom. Tom tem uma energia enorme. Ele te anima, anima a equipe, faz todos quererem fazer um grande filme. Você se alimenta dessa energia.

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