August 1, 2018 / 7:40 PM / 4 months ago

ESTREIAS–"Mamma Mia!" e nacional “O Nome da Morte” chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Cher, Lilly James e Amanda Seyfried em evento de "Mamma Mia!" em Londres 16/7/2018 REUTERS/Hannah McKay

“MAMMA MIA! E LÁ VAMOS NÓS DE NOVO!”

- O título resume bem o filme. Lá vamos nós enfrentar tudo de novo e igual. Para quem gosta do grupo musical ABBA e do primeiro filme, de 2008, será uma revisita a amigos queridos. Para quem não gosta, é uma grande roubada. Dessa vez, as canções do quarteto acompanham Sophie (Amanda Seyfried), que vai reinaugurar o hotel da mãe, Donna (Meryl Streep, que, espertamente, mal aparece no filme).

Para a festa, Sophie convida os três homens que podem ser seu pai, interpretados por Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgård. O filme também volta no passado, contando como a jovem Donna (Lily James) namorou cada um deles, até se estabelecer numa ilha grega, onde abriu um hotel.

Ao contrário do primeiro filme, nesse as músicas do ABBA são, em boa parte, menos conhecidas, o que não justifica o desafinamento do elenco. Salva-se apenas Cher, em sua entrada triunfal na reta final do longa, quando não tem muito que fazer, a não ser apenas encarnar uma versão alternativa dela mesma.

“O NOME DA MORTE”

- Baseado numa figura real, “O Nome da Morte” tem como protagonista Julio Santana (Marco Pigossi), que foi pago para matar quase 500 pessoas ao longo de 20 anos. O diretor Henrique Goldman tenta contar a trajetória desse homem, filho de uma família pobre e religiosa, no interior do país.

É por intermédio do tio policial (André Mattos) que Julio se torna assassino de aluguel, começando com dificuldade, mas tomando gosto pela “profissão”. Quando se casa com Maria (Fabiula Nascimento), quer dar uma boa vida para ela e o filho, mesmo com os riscos que corre sendo matador.

Segundo consta, Julio foi preso apenas uma vez, subornou o delegado e saiu ileso. O protagonista tem raros lampejos de culpa, por conta de sua moral cristã, mas nada que dure muito. O filme tem um tom mais aventuresco do que dramático e, à medida que avança, a narrativa se apoia ainda mais nos clichês do gênero.

“ANA E VITÓRIA”

- Assistir a “Ana e Vitória” pode ser uma experiência antropológica para quem não é o público-alvo do filme e não conhece a agora famosa dupla de cantoras. É entrar num universo à parte, formado por gente jovem, de paixões rápidas e fluidas, cujo celular não sai da mão e serve como mediador dos relacionamentos.

As cantoras Ana Caetano e Vitória Falcão interpretam suas xarás, que também são cantoras e têm uma história parecida com a delas, que saíram do Tocantins para o Rio, onde encontraram o sucesso. O foco, no entanto, não é o trabalho, mas as idas e vindas sentimentais delas em busca de um amor para chamar de seu.

Escrito e dirigido por Matheus Souza, o filme força nas piadas, mas tem duas protagonistas naturalmente carismáticas, que mereciam um roteiro mais coeso e menos superficial. Um longa sobre a trajetória delas no mundo da música poderia ser mais interessante do que suas aventuras e desventuras fictícias.

“A OUTRA HISTÓRIA DO MUNDO”

- Indicado pelo Uruguai para concorrer a uma vaga nas indicações ao Oscar de filme estrangeiro, o filme de Guillermo Casanova passa-se em 1983, perto do fim da ditadura militar uruguaia.

Um coronel (Néstor Guzzini) está chegando à cidadezinha de Mosquitos. Traz consigo uma estimada coleção de anões de jardim, que ele espalha no gramado em frente à casa. Dois amigos cinquentões, Milo (Roberto Suárez) e Esnal (César Troncoso), resolvem roubar os anões na calada da noite. Enquanto Esnal se encarrega disso, Milo invade, mascarado, a estação de rádio local e, apontando uma arma ao locutor (Christian Font), obriga-o a ler um manifesto.

Como resultado, Milo desaparece, deixando desesperadas suas duas filhas, Anita (Alfonsina Carrolcio) e Beatriz (Natalia Mikeliunas). Apavorado, Esnal refugia-se num esconderijo, esperando o dia de poder sair para procurar o amigo.

“HILDA HILST PEDE CONTATO”

- O docudrama da diretora Gabriela Greeb, que teve sua première na mais recente FLIP, em Paraty, entra no mundo da escritora paulista Hilda Hilst (1930-2004) por seu lado, talvez, mais polêmico – suas tentativas, nos anos 1970, de entrar em contato com o além.

A escolha faz sentido na medida em que o filme aproveita parte do material inédito, colhido pela cineasta na Casa do Sol, a chácara em Campinas que era a morada de Hilda – uma caixa com mais de 100 horas de gravações, documentando as tentativas da escritora de ouvir as vozes do “povo cósmico de outra dimensão”, à procura de colegas como Franz Kafka, Albert Camus, Clarice Lispector e Nikos Kazantzakis.

A voz de Hilda nestas fitas é o componente mais material de um filme que se apoia na fotografia do português Rui Poças, que cria imagens de sonho, com a presença da atriz Luciana Domschke entrando na pele de Hilda, entre árvores e ambientes semi-iluminados.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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