November 20, 2019 / 7:00 PM / 24 days ago

Julia Roberts já foi cotada para papel de heroína afro-americana da escravidão Harriet Tubman

(Reuters) - Um executivo de estúdio de cinema de Hollywood sugeriu uma vez que Julia Roberts poderia interpretar Harriet Tubman, a escrava do século 19 que é vista como um ícone afro-americano.

Gregory Allen Howard, coautor do novo filme biográfico “Harriet”, estrelado por Cynthia Erivo, disse que a ideia foi lançada há 25 anos por um ex-executivo de estúdio de cinema.

“Imagine 1994: ‘Este é um ótimo roteiro. Vamos fazer Julia Roberts interpretar Harriet Tubman’ ‘, disse o então presidente de um estúdio menor”, escreveu Howard em um artigo para o Los Angeles Times na terça-feira, descrevendo sua longa jornada para trazer a história de Tubman para a tela grande.

“Felizmente, havia uma única pessoa negra naquela reunião de estúdio há 25 anos que lhe disse que Harriet Tubman era uma mulher negra. O executivo respondeu: ‘Isso foi há tanto tempo. Ninguém vai saber disso’”, escreveu Howard no jornal em um texto na primeira pessoa.

Ele não disse o nome do estúdio ou do executivo.

“Harriet”, que estreou nos cinemas dos EUA em 1º de novembro, é o primeiro grande filme sobre Tubman, que nasceu escrava no início do século XIX, em Maryland. Quando jovem, ela escapou da escravidão percorrendo quase 160 quilômetros através de florestas e campos. Ela então arriscou sua vida várias vezes para retornar a Maryland e levar dezenas de escravos à liberdade através de rotas cladestinas, conhecidas como ‘Underground Railroad’.

Howard disse que nunca desistiu dos esforços para fazer o filme, mas disse que o clima em Hollywood só mudou após o filme ‘12 Anos de Escravidão’ vencedor de um Oscar de 2013 e a controvérsia #OscarsSoWhite em 2016, quando todos os 20 indicados foram brancos.

“Não é por acaso que ‘Harriet’ entrou em produção nove meses após o lançamento de ‘Pantera Negra’”, acrescentou Howard.

O filme de super-herói ‘Pantera Negra’, o primeiro da Marvel Comics a apresentar um elenco predominantemente negro, tornou-se o segundo filme de maior bilheteria de 2018, faturando 1,3 bilhão de dólares. A produção ganhou três Oscars e uma sequência foi anunciada para 2022. 

Por Jill Serjeant

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