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Vaticano expõe obras pouco vistas do século 20 de nomes como Munch e Dalí

Visitante observa obra de exibição de delicados trabalhos em papel no Vaticano 11/12/2019 REUTERS/Guglielmo Mangiapane

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - Elas poderiam ser chamadas de reproduções “vampiras” do Vaticano --obras tão delicadas de mestres como Henri Matisse, Edvard Munch e Salvador Dalí que normalmente passam anos escondidas no escuro de armazéns de museus.

Agora, 150 gravuras, xilogravuras, água-tintas, litografias e outros tipos de arte gráfica do século 20 estão sendo expostas à luz do dia --muitas pela primeira vez-- na sala de exibições Braccio Carlo Magno da Praça São Pedro.

Intitulada “Os Sinais do Sagrado - As Marcas do Real”, a mostra é uma mistura de trabalhos com temas espirituais, interpretações modernas de cenas bíblicas, naturezas mortas, cenas naturais e peças que refletem a vida cotidiana, a guerra e a maternidade.

“Elas certamente não amam a luz”, disse Francesca Boschetti, curadora da exibição, explicando que só podem ser expostas durante um período curto para evitar que se apaguem e deteriorem.

Elas emergem do que Micol Forti, chefe do departamento de arte moderna e contemporânea dos Museus do Vaticano, classifica como uma “vida oculta e secreta, passada na escuridão de gabinetes e cofres”.

Alguns dos artistas cujas obras estão à mostra, como Edvard Munch, famoso por “O Grito”, tiveram estilos de vida boêmios e às vezes hedonistas e não eram conhecidos por serem religiosos, mas se sentiram atraídos por temas espirituais --um exemplo é “Velho Pintando”, xilogravura de 1902 de Munch em papel de arroz japonês.

A exibição inclui o “Cristo de Gala” de Dalí, uma suíte estereoscópica de duas litografias com a qual o surrealista pretendia criar um efeito tridimensional quando vistas juntas.

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