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Rainha Elizabeth encontra Harry para debater crise na família real

SANDRINGHAM, Inglaterra (Reuters) - A rainha Elizabeth e seus herdeiros se encontrarão com o príncipe Harry, nesta segunda-feira, para elaborar um plano para ele e a esposa Meghan, depois que o casal provocou uma crise familiar ao decidir abdicar de seus compromissos reais e passar mais tempo na América do Norte.

Príncipe Harry durante visita à África do Sul 02/10/2019 REUTERS/Toby Melville

O príncipe Charles, pai de Harry e herdeiro do trono, e o irmão mais velho de Harry, príncipe William, devem participar da reunião em Sandringham, propriedade rural da rainha no leste da Inglaterra, disse uma fonte palaciana.

O anúncio chocante de Harry, de 35 anos, e Meghan, de 38, expôs divisões na família Windsor e provocou um questionamento sobre o que significa ser um membro da realeza no século 21.

O casal não consultou nem a rainha nem Charles sobre o anúncio, feito no Instagram e em seu próprio site -- um passo visto como impertinente e prematuro por uma família cujas raízes remontam a mil anos de história da Europa.

Atualmente, Meghan está no Canadá com o filho de colo, Archie. Ela pode participar da conversa por telefone.

Ela e Harry disseram querer um papel “progressista” para si mesmos e independência financeira, o que pode significar trabalhar nos Estados Unidos, terra natal de Meghan.

Mas não está claro como eles conseguiriam um rompimento parcial com seus compromissos reais --o que parte da mídia apelidou de “Megxit”, um trocadilho com Brexit, a tortuosa saída britânica da União Europeia--, ou quem pagará por seu estilo de vida transatlântico.

Quando os membros mais poderosos da chamada “Firma” real se reunirem na mansão georgiana da rainha, Elizabeth, de 93 anos, e seu filho Charles, de 71, terão que lidar com muito mais do que assuntos familiares, já que suas decisões podem moldar o futuro da monarquia.

A rainha terá que encontrar uma maneira de capitalizar o apelo global de Harry e Meghan, especialmente entre os jovens, e ao mesmo tempo lhes conceder a liberdade que desejam e fazer com que a conta seja a mais modesta possível para os contribuintes britânicos.

Embora Elizabeth e seu marido, Philip, tenham desafiado as convenções reais na juventude, ela vem servindo fielmente desde 1952 e conquistou a admiração da maioria dos compatriotas, inclusive de muitos republicanos.

O príncipe Charles almeja há tempos uma família real mais reduzida, mas não está claro como Harry e Meghan se encaixariam neste modelo -- ainda mais caso eles se tornem essencialmente superastros de Hollywood.

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