February 3, 2020 / 4:38 PM / 18 days ago

#OscarTãoBranco (e masculino) parece a caminho de uma sequência em 2020

Exceção nas indicações deste ano, atriz Cynthia Erivo participa de evento relacionado ao Oscar 27/01/2020 REUTERS/Mario Anzuoni

(Reuters) - Para alguns, trata-se do Oscar da “fúria do homem branco”. Outros o apelidaram de ano dos “Homens Grandes e Mulheres Pequenas”.

Apesar de quatro anos de esforços para combater o furor causado pelo #OscarTãoBranco, o palco dos vencedores da premiação do próximo domingo deve ser inteiramente ocupado por atores brancos e nenhuma diretora.

Dos nove indicados a melhor filme no Oscar deste ano, só um —“Adoráveis Mulheres”— é uma história sobre e feita por mulheres, e só uma das 20 pessoas indicadas pela atuação é negra —Cynthia Erivo, de “Harriet”. Nenhuma delas deve levar para casa as maiores honrarias da indústria do cinema.

“Às vezes o sistema inteiro de Hollywood parece um pouco o clube do Bolinha”, disse Taika Waititi, diretor da sátira nazista “Jojo Rabbit”, indicada ao Oscar.

Já faz 10 anos que Kathryn Bigelow se tornou a primeira, e até agora única, mulher a receber um Oscar de direção por “Guerra ao Terror”. Neste ano, “Adoráveis Mulheres”, de Greta Gerwig, foi a maior omissão na disputa desta categoria.

Apesar de um 2019 notável em que as mulheres representaram 21% de todos os diretores, roteiristas, produtores e cinegrafistas dos 250 filmes de maior bilheteria, incluindo “Capitã Marvel” e “Frozen II”, estes avanços praticamente não se traduziram em troféus na temporada de premiações.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below