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Condenação de Harvey Weinstein a 23 anos de prisão provoca lágrimas, gratidão e surpresa

Advogados de Weinstein Donna Rotunno and Damon Cheronis falam com imprensa depois de decisão de corte criminal de Nova York 11/3/2020 REUTERS / Eduardo Munoz

(Reuters) - A pena de 23 anos de prisão imposta a Harvey Weinstein por estupro e agressão sexual foi recebida com lágrimas, alegria e surpresa nesta quarta-feira, particularmente por algumas das dezenas de mulheres que o acusam de má conduta sexual praticada ao longo de décadas.

Um juiz de Nova York condenou o ex-produtor de cinema que caiu em desgraça depois de um julgamento penoso e emotivo, durante o qual seis mulheres depuseram a respeito do abuso que disseram ter sofrido em suas mãos.

“Literalmente derramei lágrimas de espanto, de gratidão por o sistema de Justiça ter funcionado em nome de todas as vítimas hoje”, tuitou Mira Sorvino, um das dezenas de atrizes que acusaram Weinstein de má conduta e de ter arruinado suas carreiras.

Mira Sorvino é parte de um grupo de 24 mulheres que acusam Weinstein chamadas de Rompedoras do Silêncio, que inclui Ashley Judd, Rosanna Arquette e Rose McGowan. Suas alegações, e as de dezenas mais, insuflaram o movimento #MeToo.

Em um comunicado, o grupo louvou a pena de prisão, mas acrescentou que “nenhum tempo de prisão consertará as vidas que ele arruinou, as carreiras que ele destruiu ou o dano que ele causa”.

A comediante e cantora britânica Sooz Kempner comentou: “Agora só precisamos que Rose McGowan, Mira Sorvino, Ashley Judd e uma série de outras atrizes incríveis que ele quase destruiu completamente acabem em projetos incríveis.”

Weinstein, que compareceu ao tribunal em uma cadeira de rodas para ouvir a sentença do juiz James Burke, enfrentava uma pena que podia variar entre cinco e 29 anos.

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