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Mestre do balé Wilhelm Burmann morre aos 80 anos após contrair coronavírus

Wilhelm Burmann durante aula de dança em Nova York 16/06/2006 Rosalie O'Connor Photography/Divulgação via REUTERS

NOVA YORK (Reuters) - Wilhelm Burmann, professor e treinador destacado dos maiores nomes do balé mundial durante mais de quatro décadas, morreu de insuficiência renal depois que seu tratamento foi complicado pelo coronavírus, disse uma amiga próxima.

Burmann morreu pacificamente na segunda-feira, cinco dias antes de seu aniversário de 81 anos, no hospital Mount Sinai West da cidade de Nova York, onde foi diagnosticado com o vírus, disse Jane Haugh, amiga e responsável pela saúde dele.

“Se não existisse o coronavírus no mundo, poderíamos ter estado na cabeceira de Willy. A questão teria sido mais simples ou restrita ao seus rins”, disse ela à Reuters na noite de terça-feira.

“Existem muitas ideias para celebrar sua vida, mas ninguém pode fazer nenhum plano neste momento”.

As aulas de Burmann em Nova York atraíam um grande número de alunos, não somente de estrelas do balé, mas de dançarinos modernos e da Broadway querendo refinar sua arte sob o olhar meticuloso do mestre. Ele ensinou em vários estúdios antes de se unir à Steps on Broadway em 1984, onde oferecia cinco aulas por semana até estas serem suspensas no dia 20 de março devido ao surto de coronavírus.

Entre seus alunos regulares estavam celebridades como Julio Bocca e Alessandra Ferri, do American Ballet Theatre, e Wendy Whelan e Maria Kowroski, do Balé da Cidade de Nova York (NYCB).

A morte de Burmann põe fim a uma era de professores lendários, como Stanley Williams, Maggie Black e David Howard, em Nova York. O casamento de música e movimento com uma sensibilidade do século 21 definiu sua abordagem.

Por Richard Chang

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