June 4, 2020 / 6:57 PM / in a month

Livros sobre discriminação racial se tornam best-sellers enquanto protestos crescem nos EUA

LOS ANGELES (Reuters) - De “Não Basta Não ser Racista” a “A Nova Segregação”, a literatura a respeito da história da discriminação racial nos Estados Unidos está esgotando agora que os brancos norte-americanos buscam se educar enquanto os protestos de âmbito nacional contra a morte de negros desarmados aumentam.

Manifestantes protestam contra o racismo em Nova York 03/06/2020 REUTERS/Brendan Mcdermid

Como a morte de George Floyd, que foi sufocado por um policial branco de Mineápolis, desencadeou mais de uma semana de protestos de rua em vários Estados, os norte-americanos em casa estão se voltando a livros, filmes e programas de televisão que explicitam décadas de discriminação.

Livros de não-ficção sobre a experiência negra lideram a lista de mais vendidos da Amazon.com, incluindo títulos infantis. Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar 50 dólares.

No site da Barnes and Noble, oito dos 10 best-sellers são livros já publicados anteriormente.

“Isto não acontece todo dia... o primeiro e o segundo mais vendidos no geral na @amazon neste momento são dois livros que desafiam o racismo. Isto são vocês”, disse Ibram X. Kendi, autor de “Como Ser Antirracista” no Twitter nesta semana.

Assim como as manifestações transcendem a cor da pele, os norte-americanos estão procurando e repassando listas de leituras recomendadas a amigos e seguidores por meio de postagens no Twitter e no Instagram.

Kendi, que compilou uma destas listas para o jornal New York Times no final de semana, escreveu que o objetivo é “confrontar nossas crenças convenientes e nos conscientizar de que ‘Eu não sou racista’ é um slogan de negação”.

Os apoiadores também são instados a fazer suas compras em lojas de propriedade de negros ou independentes, uma forma concreta de ajuda.

As recomendações se estendem a filmes e TV, incluindo “Cara Gente Branca”, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” e “Faça a Coisa Certa”.

Ava DuVernay, diretora dos dramas de temática negra “Selma: Uma Luta pela Igualdade” e “Olhos que Condenam”, lançou uma plataforma de educação virtual cuja meta é usar tais conteúdos “como um trampolim para uma compreensão mais profunda”.

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