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China proíbe cobertura da mídia de “Mulan” após reação sobre Xinjiang, dizem fontes

Cartaz de "Mulan" em cinema de Hong Kong 08/09/2020 REUTERS/Aleksander Solum

PEQUIM (Reuters) - Autoridades chinesas disseram aos principais meios de comunicação para não cobrirem o lançamento de “Mulan”, da Walt Disney, em uma ordem emitida depois do surgimento de uma polêmica no exterior sobre as ligações do filme com a região de Xinjiang, afirmaram à Reuters quatro pessoas familiarizadas com o assunto.

Programado para estrear nos cinemas locais na sexta-feira, “Mulan” era alvo de grande esperança para a Disney na China, mas privá-lo de publicidade na mídia censurada do país seria outro golpe para a produção de 200 milhões de dólares.

Estrelado por atores chineses de renome --Jet Li, Gong Li, Donnie Yen e Liu Yifei-- e baseado em uma história folclórica chinesa, Mulan foi criado para atrair o público da China, o segundo maior mercado de cinema do mundo.

Mas críticas mistas online e limites de capacidade nos cinemas devido às medidas de prevenção ao coronavírus provavelmente vão pesar no desempenho de sua bilheteria, mesmo antes de os principais meios de comunicação receberem um aviso dizendo-lhes para não fazer a cobertura do filme.

Três fontes contaram à Reuters que os meios de comunicação receberam a notificação, duas delas dizendo que ela foi enviada pela Administração do Ciberespaço da China. Uma quarta fonte de um grande jornal chinês afirmou ter recebido uma mensagem de texto com um pedido semelhante de um colega de alto escalão.

Nenhuma razão foi dada no aviso, mas as fontes disseram acreditar que foi por causa da reação no exterior em relação às ligações do filme com Xinjiang.

A Administração do Ciberespaço e a Disney não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Reportagem das redações de Pequim e Xangai

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