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Academia Sueca preenche últimas vagas criadas por escândalo sexual de 2018

Poetisa norte-americana Louise Gluck, vencedora do Nobel de Literatura deste ano 08/10/2020 REUTERS/Katherine Taylor

ESTOCOLMO (Reuters) - A Academia Sueca, que concede o Prêmio Nobel de Literatura, escolheu dois membros novos nesta terça-feira para preencher as vagas remanescentes de seu comitê de 18 integrantes e encerrar anos de polêmica que puseram sua reputação em dúvida.

A instituição de 234 anos, que na semana passada selecionou a poetisa norte-americana Louise Gluck como a laureada deste ano, disse que nomeou a autora e jornalista Ingrid Carlberg e o escritor, crítico e tradutor Steve Sem-Sandberg como novos membros.

A prestigiosa entidade literária vinha sendo assolada por controvérsias desde 2018, ano em que adiou o prêmio na esteira de um escândalo de agressão sexual envolvendo o marido de uma de suas integrantes. Em resultado, dois vencedores foram homenageados no ano passado.

A crise levou vários membros a abandonarem a academia e deu ensejo a mudanças em seus estatutos estimuladas por seu patrono, o rei da Suécia, e apresentadas como melhorias na transparência do processo de premiação.

Pouco depois de emergir do escândalo sexual, a academia recebeu novas criticas por conceder o prêmio de 2019 a Peter Handke por causa do apoio do escritor austríaco ao falecido presidente nacionalista sérvio Slobodan Milosevic.

Escolha bem menos polêmica, Gluck recebeu a honraria por sua “voz poética inconfundível, que torna a existência individual universal com uma beleza austera”, disse a Academia Sueca.

Os prêmios Nobel deste ano foram eclipsados pela pandemia de coronavírus, que forçou o cancelamento da suntuosa cerimônia de premiação realizada todo mês de dezembro em Estocolmo.

Por Helena Soderpalm

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