30 de Março de 2016 / às 15:43 / em 2 anos

Assad pede ajuda à ONU para restaurar cidade histórica de Palmira

BEIRUTE (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) e a outras entidades internacionais, nesta quarta-feira, que ajudem a Síria a restaurar Palmira depois que as forças do governo expulsaram militantes do Estado Islâmico da cidade histórica.

Destroços em museu na cidade histórica de Palmira, Síria. 27/03/2016 REUTERS/SANA/Handout via Reuters

A agência estatal de notícias Sana relatou que Assad fez o apelo em uma mensagem ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na qual também o agradeceu por ter saudado a expulsão do grupo radical da cidade síria, que a agência cultura da ONU, a Unesco, declarou ser um patrimônio da humanidade.

A reação ocidental à retomada de Palmira no domingo tem sido discreta. Embora alguns governos tenham louvado o revés imposto ao Estado Islâmico, relutam em comemorar qualquer vitória de um presidente cuja saída muitos líderes ocidentais exigiram cinco anos atrás, quando começou a guerra civil no país.

O grupo jihadista tomou Palmira em maio do ano passado e dinamitou dois de seus templos da era romana, um arco do triunfo e torres fúnebres. A facção ainda deixou minas e bombas entre as ruínas e destruiu estátuas e mostruários no museu da cidade, disseram autoridades sírias e russas.

A Rússia, que forneceu apoio aéreo vital para a ofensiva do Exército, afirmou no início desta semana que está enviando engenheiros militares, cães farejadores e “robôs antiminas” para ajudar a desativar os explosivos na cidade.

A agência de notícias Interfax disse que o encaminhamento de engenheiros militares para a Síria será finalizado no início de abril, e que mais de 90 efetivos serão enviados à Síria para a tarefa.

Em sua mensagem a Ban, Assad renovou a oferta da Síria para cooperar com “todos os esforços sinceros” de combater o terrorismo, relatou a Sana. “Este momento pode ser o mais apropriado para acelerar a guerra coletiva contra o terrorismo”, teria dito o líder sírio.

Por Dominic Evans; reportagem adicional de Maria Tsetkova e Denis Pinchuk em Moscou

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