24 de Maio de 2016 / às 19:37 / em 2 anos

Temer dá posse a ministro da Cultura e promete zerar dívida de R$ 200 mi

BRASÍLIA (Reuters) - Ao dar posse ao novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, o presidente interino Michel Temer reconheceu ter errado ao tentar unificar os Ministérios da Cultura e da Educação e disse a Calero que irá resolver a dívida de mais de 200 milhões de reais com o setor.

Temer cumprimenta novo ministro da Cultura, Marcelo Calero 24/5/2016 REUTERS/Adriano Machado

Ao anunciar sua equipe ministerial, há quase duas semanas, Temer extinguiu a pasta da Cultura, transformando-a em uma secretaria nacional ligada ao Ministério da Educação.

A ação causou revolta no setor, com atos em várias cidades do país.

Pressionado pelo ex-senador José Sarney -que criou o ministério em seu governo- e avaliando que perderia a batalha, porque o Congresso já se articulava para recriá-lo por lei, capitaneado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Temer voltou atrás. Foi novamente criticado, por outros setores, por ter cedido a pressões.

“Em dado momento percebi que a Cultura deveria ficar apartada da Educação”, disse Temer, garantindo que havia “verificado que a Cultura era muito importante para o país”.

Em seu discurso, Marcelo Calero, que era o secretário de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro, afirmou que “o partido da cultura é a cultura e não qualquer outro”.

O presidente interino ecoou sua fala ao dizer que “a cultura não é de ninguém, é do povo brasileiro”, e reafirmou que saldará a dívida do ministério com projetos e artistas. “Calero tocou num ponto que quero enfatizar: há um débito de 200 milhões de reais. Vamos quitar esse débito em parcelas até o fim desse ano”, disse.

Calero já se reuniu com a classe artística na semana passada, tentando fazer uma ponte com um grupo que foi majoritariamente contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff e aumentou a desconfiança com o governo Temer depois da tentativa de extinguir o ministério. Na posse, no entanto, a presença de artistas foi limitada.  

 

Por Lisandra Paraguassu

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