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História de casal inter-racial de filme "Loving" ainda ecoa hoje, diz elenco

Diretor Jeff Nichols e atores Joel Edgerton e Ruth Negga em Cannes. 16/5/2016. REUTERS/Regis Duvignau

LOS ANGELES (Reuters) - A história contada em “Loving”, filme baseado na vida de um casal inter-racial que foi condenado à prisão por se casar nos Estados Unidos dos anos 1950, ainda ecoa hoje, disseram integrantes do elenco na estreia norte-americana da produção, que aconteceu na quinta-feira.

O filme se concentra na história de Richard Loving, um branco, e Mildred Loving, uma negra, que deixaram seu lar no Estado da Virgínia, onde o casamento entre pessoas de raças diferentes era ilegal, para se casar em Washington, em 1958.

Ao voltarem para casa, eles primeiro foram sentenciados à prisão e então banidos. O casal voltou para Washington, mas teve dificuldade para se adaptar à vida na capital e mais tarde abriu um processo contra o governo da Virgínia. O veredicto da Suprema Corte em 1967, que pôs fim a seu caso, legalizou o casamento inter-racial em todo o país.

“Dois seres humanos fazendo algo juntos em um espaço particular que não é ameaçador e não é destrutivo, e ainda assim não podem fazê-lo”, disse o ator australiano Joel Edgerton na estreia, comentando um debate sobre o casamento homossexual em sua terra natal.

“Na verdade não é um filme de época. É um filme que tem muito a ver com o presente.”

A produção foi muito aclamada nos festivais de cinema de Cannes e Toronto neste ano e já está cotada para o Oscar. O diretor norte-americano Jeff Nichols, conhecido por “Amor Bandido”, de 2012, e o ator e produtor britânico Colin Firth estavam no tapete vermelho em Los Angeles.

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