February 19, 2018 / 12:00 PM / 6 months ago

"Três Anúncios" é maior vencedor em premiação politicamente engajada do Bafta

LONDRES (Reuters) - A comédia sombria “Três Anúncios para um Crime” foi a maior vencedora da premiação britânica de cinema Bafta, realizada em Londres no domingo, em um evento dominado pela campanha pelos direitos das mulheres na indústria do entretenimento.

Martin McDonagh, Peter Czernin, Sam Rockwell, Graham Broadbent e Frances McDormand do filme "Três Anúncios para um Crime" posam para fotos na premiação Bafta, em Londres 18/02/2018 REUTERS/Hannah McKay

“Três Anúncios” levou cinco prêmios para casa, incluindo o de melhor filme, melhor atriz para a protagonista Frances McDormand e melhor ator coadjuvante para Sam Rockwell. O roteirista e diretor Martin McDonagh também levou o prêmio de melhor roteiro original.

O filme, que se passa nos Estados Unidos, também ganhou a categoria de melhor filme britânico, para a qual foi nomeado devido à composição de sua equipe criativa e das companhias envolvidas em sua produção, muitas das quais são britânicas.

Embora “Três Anúncios” tenha levado a maior quantidade de troféus para casa, o filme não ofuscou a cerimônia, com muitas produções recebendo o reconhecimento dos críticos.

O mexicano Guillermo del Toro foi eleito melhor diretor por sua fantasia “A Forma da Água”, Gary Oldman ganhou o prêmio de melhor ator por sua interpretação de Winston Churchill no filme “O Destino de uma Nação”, e Allison Janney levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por seu papel em “Eu, Tonya”.

A animação da Pixar “Viva - A Vida É uma Festa” ganhou o prêmio de melhor longa animado, enquanto a produção de Christopher Nolan “Dunkirk” venceu na categoria de melhor som e “Em Ritmo de Fuga”, de Edgar Wright, levou o prêmio de melhor edição. Daniel Kaluuya, protagonista britânico de “Corra!”, ganhou na categoria de estrela em ascensão.

A campanha “Time’s Up” contra o assédio sexual foi um tema recorrente durante a noite, com muitas das celebridades presentes usando roupas pretas como forma de protesto.

Em seu discurso de agradecimento pelo prêmio, Frances McDormand expressou esperança de que os protestos provocarão mudanças.

“Nosso filme é um filme esperançoso em muitos jeitos, mas também é um filme de raiva e, como nós vimos neste ano, as vezes a raiva é o único jeito de fazer com que as pessoas ouçam e mudem, então estamos muito felizes de que o Bafta tenha reconhecido isso”, disse.

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