February 27, 2018 / 3:18 PM / 7 months ago

Amor é mais fácil para cervos do que para pessoas em filme húngaro indicado ao Oscar

BUDAPESTE (Reuters) - O primeiro filme da diretora húngara Ildiko Enyedi em quase duas décadas, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano, conta a história de duas pessoas em busca do amor —em seus sonhos, como cervos em uma floresta.

Elenco do filme "Corpo e Alma" posa para foto durante Festival Internacional de Cinema de Berlim, na Alemanha 10/02/2017 REUTERS/Axel Schmidt

Visando conquistar o terceiro Oscar da Hungria em três anos no próximo final de semana, “Corpo e Alma” é protagonizado por Endre e Maria, que todas as noites compartilham o mesmo sonho, apesar de terem dificuldade de se conectar na vida real.

Como cervos, eles se conhecem e se apaixonam em uma linda paisagem invernal.

As cenas nas quais os animais elegantes se encontram junto a um rio para beber água e se cortejar correm paralelamente àquelas que mostram as tentativas tímidas e desajeitadas de Endre e Maria se aproximarem no abatedouro onde trabalham.

Filmar os cervos de verdade, chamados Picur e Goliat, foi um desafio, disse Zoltan Horkai, que administra um centro de treinamento de animais em Godollo, perto de Budapeste.

“Cervos não são como animais domesticados, cooperar com o homem não está no código deles”, disse Horkai. “No inverno, machos e fêmeas nem ficam juntos normalmente e tivemos que convencê-los a se mover em sincronia”.

O filme conquistou o Leão de Ouro no 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim do ano passado.

“Quando Ildiko me procurou com o roteiro, ela me disse que estas duas pessoas são realmente desajeitadas na vida, e que gostaria de mostrar como isso funciona com as cenas dos animais”, contou Horkai. “E funcionou... embora seu relacionamento seja mais baseado na confiança do que no amor”.

Horkai, especializado em estudar e treinar lobos, usou dois lobos com coleiras para conduzir os cervos à distância.

O filme húngaro “Filho de Saul” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016, e “Sing” levou o prêmio de melhor curta-metragem em 2017.

         (Por Krisztina Than e Krisztina Fenyo)

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