March 7, 2018 / 6:25 PM / 5 months ago

ESTREIAS–Filme com Liam Neeson e “15h17 – Trem para Paris” chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país nesta quinta-feira:

Liam Neeson em cerimônia de premiação em Hamburgo 22/2/2018 REUTERS/Christian Charisius

“O PASSAGEIRO”

- Do alto de seus 65 anos, Liam Neeson encontra-se confortável em sua persona cinematográfica de homem comum que se torna herói por força das circunstâncias. Essa fase começou em 2011 e já rendeu quatro filmes em parceria com o diretor catalão Jaume Collet-Serra. “O Passageiro” segue a mesma fórmula, envolvendo muita ação, pancadas e tiros.

O protagonista diariamente faz uma longa viagem de trem para seu trabalho numa empresa de seguros. Inesperadamente acaba demitido e, depois de matar o tempo pela cidade, pega o trem para casa. Interceptado por uma desconhecida (Vera Farmiga), é obrigado a envolver-se num plano mirabolante para que sua família não seja morta.

Não se deve pensar muito na trama, pois ela não faz muito sentido. Mas quem se deixa levar pela ação rocambolesca, com seus jogos de manipulação, vai encontrar um filme de ação sagaz, um entretenimento que não pede muito do seu público, mas dá pura diversão em troca.

“15h17 – TREM PARA PARIS”

- Usar como atores os protagonistas de uma ação heróica real, ocorrida a bordo de um trem entre Amsterdã e Paris em 2015, é, ao mesmo tempo, o grande trunfo e a maior fragilidade do novo filme de Clint Eastwood, “15h17 – Trem para Paris”.

A vantagem está nesta evidente naturalidade de Spencer Stone, Alek Skarlatos e Anthony Sadler ao viverem os próprios papéis, de três jovens californianos, amigos desde a infância e levando, até o incidente, uma existência muito corriqueira. A fragilidade está no fato de que Eastwood nunca tenta torná-los mais transparentes à nossa visão de espectadores, explorando mais profundamente suas motivações e sua vida interior.

Partindo de um livro escrito pelo trio ao lado do jornalista Jeffrey E. Stern, a roteirista Dorothy Blyskal limita-se a uma visita bastante burocrática à vida pregressa dos três.

Ironicamente, tendo em vista o sólido currículo de Eastwood, o ataque no trem, onde os amigos, dois deles soldados, impediram o massacre de dezenas de passageiros dominando um agressor fortemente armado (Ray Corasani), é mostrado de maneira bastante anticlimática.

“OS FAROFEIROS”

- Férias frustradas é um tema recorrente do cinema, a ponto de ser difícil encontrar algum frescor - e a comédia brasileira “Os farofeiros” nem tenta. Dirigido por Roberto Santucci, o longa contenta-se em colocar em uma casa velha um grupo de personagens estereotipados e, a partir disso, tentar extrair situações de humor.

É preciso não ter visto nenhuma outra comédia brasileira no cinema ou humorístico de televisão para achar algo de novo nos personagens ou situações. A trama é protagonizada por um grupo de amigos de trabalho, que se hospeda numa casa de praia e tudo sai errado. Além disso, um deles (Antonio Fragoso) foi promovido e terá de mandar embora um dos colegas que, ao descobrirem o plano, tentam agradá-lo.

O elenco conta com Danielle Winits, Cacau Protásio e Maurício Manfrini, que interpreta um sujeito metido a piadista que passa o filme todo fazendo trocadilhos – a maioria de conotação sexual.

“A NÚMERO UM”

- Atriz e diretora, a francesa Tonie Marshall notabilizou-se por uma obra em que investiga a trajetória feminina no mundo do trabalho. Foi assim em “Instituto de Beleza Vênus” (1999), até aqui seu filme mais famoso e que lhe deu o César de melhor diretora, tornando-a a primeira mulher a receber o mais importante prêmio da França nesta categoria.

Em seu mais recente trabalho, “A Número Um”, ela volta à temática afastando-se do tom intimista de seu filme de 1999 para explorar as práticas impiedosas no mundo corporativo. Nesse espaço em que mulheres em postos de comando não chegam a 10 por cento, ela traça o percurso de Emmanuelle Blachey (Emmanuelle Devos), uma bem-sucedida executiva da empresa Theores, casada e mãe de dois filhos.

No dia em que faz uma palestra num Fórum de Mulheres, ela é procurada por Adrienne Postel-Devaux (Francine Bergé), veterana dirigente de uma organização feminista, a Olympe, que atua para maior participação feminina em diversos setores. Seu objetivo agora é lutar pela indicação de uma mulher à frente da gigante nacional de energia, a Anthea.

O jogo é pesado, político e, de início, tem que ser travado nos bastidores. Emmanuelle tem que avaliar sua disposição para uma guerra em que arrisca literalmente tudo, até sua vida pessoal.

“TORQUATO NETO – TODAS AS HORAS DO FIM”

- Tropicalista de primeira hora, Torquato Neto (1944-1972) nem sempre é lembrado como fundador desse que foi um dos movimentos mais importantes da música brasileira. Poeta, letrista, jornalista, ator de cinema, ele é o protagonista do documentário “Torquato Neto - Todas as Horas do Fim”, de Eduardo Ades e Marcus Fernando.

Um bom recurso para reviver a poesia densa de Torquato é apresentá-la, no filme, pela voz do ator Jesuíta Barbosa, que injeta energia e foge da solenidade ao dizer seus versos, assim como trechos de diários e colunas de jornal.

Nascido em Teresina e poeta precoce desde os 9 anos, Torquato foi cursar o ensino médio em Salvador, onde conheceu os futuros tropicalistas, os jovens Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Tomzé e Capinam.

Aos 17 anos, nova mudança, desta vez para o Rio de Janeiro, onde cursou jornalismo e finalmente tornou-se um requisitado letrista, parceiro não só de Gil, Caetano e Capinam, como de Geraldo Vandré, Edu Lobo e outros mais.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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