May 23, 2018 / 9:41 PM / in 6 months

ESTREIAS-"Han Solo: Uma História Star Wars" combina comédia e aventura

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira.

Elenco de "Han Solo" no Festival de Cannes 15/5/2018 REUTERS/Eric Gaillard

“HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS”

- O primeiro filme solo de um personagem da série “Star Wars” está longe de ser o desastre que se imaginou, dadas as dificuldades durante a produção, mas também não ambiciona as dimensões épicas da saga-central. Dirigido por Ron Howard, o longa é uma combinação de comédia e aventura, com Alden Ehrenreich, no papel-título, e Donald Glover roubando o show.

O longa poderia muito bem se chamar “Han Solo: Os anos de formação”, ao mostrar como o famoso personagem de Harrison Ford se tornou a figura icônica, dono de um humor peculiar e sagacidade. Outro elemento importante da série mostra suas origens aqui: a inseparável parceria entre o protagonista e Chewbacca.

O resultado é uma montanha-russa com altos e baixos e algumas sequências mais longas do que necessárias, mas ainda assim empolgante ao se manter fiel ao espírito do universo Star Wars, mesmo sem qualquer aparição de alguns de seus personagens mais famosos – como Luke e Leia.

“ALGUÉM COMO EU”

- Nessa produção luso-brasileira, Paolla Oliveira é Helena, uma mulher que, em suas palavras, tem tudo na vida, menos seu grande amor. Isso, para ela, significa não ter nada. Cansada de sua vida rica, mas infeliz no Brasil, aceita um trabalho em Portugal.

Em Lisboa, conhece o advogado Alex (Ricardo Pereira), que se sente um tanto vazio. Os dois se apaixonam, mas, com o tempo, o romance cai na rotina, a moça se decepciona e gostaria que o rapaz fosse mais parecido com ela. Graças a um milagre, ele se transforma numa mulher (Dânia Neto).

Dirigido pelo português Leonel Vieira, esse não poderia ser um filme mais fora de sintonia com seu tempo. Desde a desmedida insistência da protagonista em procurar um homem para completar sua existência, até seu melhor amigo gay (Arlindo Lopes), um personagem caricato e estereotipado.

“TULLY”

- Desde sua bem-sucedida parceria de estreia com “Juno”, a roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman tentam repetir a fórmula – mas não foi com “Tully” que eles conseguiram. Apesar de terem no elenco Charlize Theron, que já trabalhou com eles em “Jovens Adultos”.

Ela interpreta Marlo, uma mulher na terceira gravidez e no limite da exaustão. O que só piora com o nascimento da filha e as ausências do marido (Ron Livingston). O irmão dela (Mark Duplass), que é bem mais rico, contrata uma babá, Tully (Mackenzie Davis), que passa as noites na casa da protagonista e transforma a vida de toda a família.

Cody tem sagacidade para diálogos ágeis e ácidos, mas os mundos que cria com Reitman, embora aparentemente moderninhos, acabam se saindo conformistas e convencionais. Nos filmes da dupla não se busca abalar a ordem, mas ajeitar as coisas para que continuem como sempre foram, o que acaba sendo frustrante.

“ANTES QUE EU ME ESQUEÇA”

- José de Abreu e Danton Mello são pai e filho nesse drama, com toques cômicos, dirigido pelo estreante Tiago Arakilian. Polidoro (Abreu), um juiz aposentado, começa a apresentar os primeiros sinais de Alzheimer. Sua filha, Bia (Letícia Isnard), aciona a justiça, e a decisão é de que seu irmão, Paulo (Danton), deverá passar um tempo observando o pai, com encontros acompanhados por uma procuradora (Mariana Lima).

Polidoro e o filho não se veem há anos, e a reaproximação é forçada por causa das circunstâncias. Tudo fica mais complicado quando o ex-juiz se torna sócio de uma boate decante.

Com uma trama envolvendo Alzheimer e fracassos não superados, essa história poderia pesar no sentimentalismo, mas Arakilian é delicado no trato dos temas e humaniza os personagens conferindo-lhes nuances – além de intepretações inspiradas da dupla central. O elenco ainda conta com Guta Stresser como uma prostituta sagaz.

“A CÂMERA DE CLAIRE”

- Ao lado de “O Dia Depois” e “Na Praia à Noite Sozinha”, “A Câmera de Claire” forma uma espécie de trilogia das consequências de um caso extraconjugal protagonizado por um diretor de cinema e uma colega de trabalho. O diretor sul-coreano Hong Sang-Soo inspirou-se num acontecimento de sua vida para criar os longas.

Manhee (Kim Min-hee) trabalha numa produtora de cinema e está no Festival de Cannes, quando acaba demitida. Sem rumo, ela vaga pela praia e encontra a professora francesa Claire (Isabelle Huppert), e as duas se tornam amigas. A mulher também conhece, por acaso, o diretor (Jung Jin-young), com quem a moça teve um caso.

Como uma espécie de herdeiro de Éric Rohmer, Hong constrói o filme a partir da teia de ligações e conversas entre seus personagens. Fala-se bastante, e muito parece um tanto banal, mas está aí a beleza e sagacidade do longa: revelar de maneira casual camadas profundas da existência humana e dos desejos.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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