September 5, 2018 / 10:29 PM / 2 months ago

ESTREIAS-Terror “A Freira” e ficção científica “Kin” chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Taissa Farmiga, que está em “A Freira”, chega a evento em Hollywood 10/11/2016 REUTERS/Kevork Djansezian

“A FREIRA”

- Aguardado spin off de “Invocação do Mal 2” (2016), o terror “A Freira”, de Corin Hardy, investe numa surrada mitologia em torno de conventos, cruzes e outros símbolos do catolicismo, nesta história ambientada em 1952, na Romênia.

A trama começa com o suicídio de uma freira no convento, o que provoca a vinda de um enviado do Vaticano, o padre Burke (Demián Bichir), exorcista e investigador de casos controversos, e da noviça Irene (Taissa Farmiga), que, no passado, teve visões sobrenaturais.

A dupla chega à Romênia e procura Frenchie (Jonas Bloquet), rapaz que fazia as entregas de mantimentos ao convento e foi quem encontrou o cadáver da freira. Frenchie, que é um franco-canadense radicado naquele país, torna-se o terceiro integrante deste time inusual que procura desvendar o mistério do convento amaldiçoado. O local está no centro de estranhas práticas de feitiçaria que, no passado, abriram ali uma porta do inferno que, fechada por muito tempo, foi reaberta e agora precisa de novo bloqueio. A chave de tudo está numa relíquia sagrada, contendo o sangue de Cristo.

“A VIDA EM FAMÍLIA”

- Disperata é uma pequena cidade no sul da Itália. É uma cidade fictícia e nem parece italiana. A não ser pelos seus personagens: Filippo Pisanelli (Gustavo Caputo), o prefeito que se sente incomodado pelo cargo que ocupa e tem mais prazer em dar aula de poesia na cadeia local; Pati (Claudio Giangreco), um ladrão atrapalhado, mas de bom coração; seu irmão, Angiolino (Antonio Carluccio), que sonha em entrar para a máfia, mas só tem uma pistola de brinquedo; Eufemia (Celeste Casciaro), divorciada de Pati e mãe de Biagetto (Davide Riso), que é apaixonado por Valentina (Alessandra De Luca), mas é tímido.

A vida em Disperata tem uma reviravolta no dia em que Pati mata um cachorro durante um assalto frustrado e não consegue suportar o remorso pelo que fez. Na cadeia, conhece o prefeito durante uma aula de literatura e começa a escrever poesias.

Nessa cidade em que nada acontece, os políticos buscam um projeto grandioso para tirá-la do marasmo. Enquanto discutem o que fazer, Pati e seu irmão desenvolvem um plano ingênuo, contrário à especulação imobiliária, mas que busca preservar o que a cidade tem de melhor: sua natureza.

“ALFA”

- Voltando em mais de 20 mil anos no tempo, essa aventura pré-histórica imagina como o homem se tornou amigo dos caninos. Dirigida por Albert Hughes, a aventura, que estreia no Brasil apenas na versão dublada, tem como protagonista o adolescente Keda (Kodi Smit-McPhee), que é dado como morto depois de uma caçada. Mas ele sobreviveu e, com a ajuda de um lobo, tenta voltar para casa.

Essa é uma história de sobrevivência, com uma trama simples, mas o tom de aventura, além das belas imagens da natureza, tornam o filme uma experiência singular, que agrada não apenas a quem gosta de cachorros.

“Alfa” é um longa para toda a família, por isso, sua violência é leve e estilizada, já que o que interessa aqui são os laços de amizade que se formam entre o garoto e o lobo. É um filme que poderia ser gratuitamente emotivo, mas Hughes evita isso, tendo em mãos um material sólido e um excelente ator como protagonista.

“KIN”

- Combinação entre ficção científica e drama, “Kin” é um filme tentando se encontrar ao longo de seus mais de 100 minutos. Dirigido pelos irmãos Jonathan e Josh Baker, o longa traz como protagonista Eli (Myles Truitt), um adolescente que encontra uma arma poderosa perdida num galpão abandonado.

Tudo acontece muito rápido na vida dele. O irmão mais velho, Jimmy (Jack Reynor), sai da prisão e, em poucos dias, os dois estão numa viagem na estrada. O pai deles (Dennis Quaid) morreu, mas Eli não sabe disso. Enquanto viajam, são perseguidos por um gângster (James Franco) e fazem amizade com uma stripper (Zoë Kravitz).

Eles também são perseguidos por dois sujeitos superpoderosos e mascarados em motos que estão atrás da arma que Eli encontrou. “Kin” termina com pontas soltas e, claramente, é o começo de uma pretendida franquia. No entanto, seu fraco desempenho junto à crítica e ao público nos EUA torna sua sequência muito pouco provável.

“CRÔ EM FAMÍLIA”

- Em seu segundo longa para cinema, “Crô em Família”, a diretora Cininha de Paula repete todos os vícios e cacoetes televisivos de seu filme de estreia, “Duas de Mim”, o que resulta num filme morno, que mais parece piloto de uma sitcom fraca – embora o personagem principal já seja bastante conhecido.

Crô (Marcelo Serrado) agora é dono de uma escola de etiqueta e perseguido por uma blogueira (Monique Alfradique), obcecada em ganhar cliques em cima dele. Ele acaba de separar-se do último namorado (Raphael Vianna), quando sua suposta família aparece, capitaneada pela mãe (Arlete Salles). Todos pobres e deslumbrados, eles se instalam na casa do ex-mordomo.

Com roteiro assinado por seis autores, o filme é um festival de piadas rasteiras e preconceituosas contra as classes economicamente mais baixas, sobressaindo uma visão típica de novela sobre os pobres: ou são felizes apesar da falta de dinheiro, ou golpistas tentando enriquecer a qualquer custo.

(Por Alysson Oliveira, Neusa Barbosa e Luiz Vita, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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