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Armênios prestam última homenagem a ídolo musical Aznavour

Homenagem a Charles Aznavour, em Yerevan, Armênia 1/9/2018 REUTERS/Hayk Baghdasaryan

YEREVAN (Reuters) - Milhares de pessoas se reuniram nesta terça-feira em Yerevan, capital da Armênia, para assinarem um livro de condolências e prestar suas últimas homenagens a Charles Aznavour, cantor francês de origem armênia que morreu na segunda-feira.

Aznavour faleceu de madrugada, aos 94 anos, em uma de suas casas no vilarejo de Mouries, ao norte da cidade portuária francesa de Marselha.

Seus pais eram armênios e se estabeleceram na França. Aznavour era visto como um herói no país por ser um dos armênios mais famosos do mundo.

“Esta é uma grande dor. Mas também é um grande orgulho (para nós) que tal pessoa tenha conseguido surpreender o mundo com seu talento, suas habilidades e sua música durante um século”, disse Ara Babloyan, presidente do Parlamento, a repórteres depois de escrever uma mensagem no livro.

Em 2009 a Armênia nomeou Aznavour como embaixador na Suíça, onde o cantor morou perto do final da vida. Ele também foi indicado embaixador da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e delegado permanente da Armênia em 1995.

Em 1975, Aznavour compôs uma canção para lembrar os assassinatos em massa de armênios cometidos pelos turcos otomanos em 1915, que a Armênia considera um genocídio e a Turquia contesta.

Ele também doou os lucros de outra canção, “Pour toi Armenie”, (Para você, Armênia) para ajudar a reconstruir o país após um terremoto na cidade de Spitak em 1988.

Uma grande multidão se reuniu nas ruas de Yerevan e na praça central batizada com o nome do cantor na segunda-feira para acender velas e chorar sua morte. Cartazes com seu retrato apareceram nas ruas nesta terça-feira.

No dia do enterro de Aznavour a Armênia declarará luto nacional, escreveu o primeiro-ministro da nação, Nikol Pashinyan, em sua página de Facebook nesta terça-feira, acrescentando que a morte do artista foi “uma grande perda humana”.

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