October 10, 2018 / 6:23 PM / 9 days ago

ESTREIAS-"Nasce uma Estrela" e comédia adolescente "Tudo Por um Pop Star" chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país na quinta-feira:

Lady Gaga e Bradley Cooper em Londres 27/9/2018 REUTERS/Eddie Keogh

“NASCE UMA ESTRELA”

- Indicado três vezes ao Oscar como ator, Bradley Cooper estreia na direção com este drama musical, que chega aqui à sua quinta encarnação. A história da moça comum que sonha com o estrelato e se liga a um homem já famoso, mas prestes a decair por seus vícios, teve versões em 1932 (“Hollywood”, direção de George Cukor) e outras três sob o nome “Nasce uma Estrela”, em 1937, de William A. Wellman, com Janet Gaynor e Fredric March; 1954, novamente de George Cukor, com Judy Garland e James Mason; e a de 1976, de Frank Pierson, com Barbra Streisand e Kris Kristofferson.

Bradley Cooper encarna o cantor folk Jackson Maine, um astro de sucesso que não consegue controlar seu alcoolismo. Numa de suas noitadas pós-show, à procura do último bar aberto, ele encontra Ally (Lady Gaga), garota que sonha tornar-se cantora e está se apresentando num cabaré de travestis, seus amigos.

Impressionado com Ally, Jack dispõe-se a ajudá-la. Ela vive um sonho de Cinderela quando ele manda buscá-la em casa e a coloca diretamente no palco, ao seu lado, durante um show. Esta associação entre os dois, que mistura carreira e romance, decola com o sucesso vertiginoso de Ally. Ao mesmo tempo, Jack não se desvia da autodestruição.

“MINHA FILHA”

- Segundo longa da diretora italiana Laura Bispuri, que concorreu na competição principal em Berlim 2018, “Minha Filha” é um drama que retrata o dilema da menina Vittoria (Sara Casu), dividida entre sua mãe biológica, Angelica (Alba Rohrwacher) e aquela que a criou, Tina (Valeria Golino).

Tina foi quem criou a menina desde bebê, assumindo a criança que Angelica não queria e lhe deu. Angelica é uma mulher que sobrevive de prostituição, cai no alcoolismo e vive numa casa semidestruída, que ela está prestes a perder por falta de pagamento.

A menina ignorava sua origem até que Angelica, decidida a partir, pede a Tina para vê-la. Mesmo que não lhe digam a verdade, Vittoria é bastante inteligente para intuir o que está acontecendo. Empenha-se para descobrir quem é, afinal, esta mulher tão diferente daquela a quem sempre chamou de mãe, que se torna uma companheira de estranhas aventuras.

“DJON ÁFRICA”

- Dirigido pelo casal de documentaristas portugueses João Miller Guerra e Filipa Reis, trata-se de uma combinação entre ficção e documentário. Mas, ao contrário da maioria dos híbridos que usam esse dispositivo como mero jogo de cena, o longa se apodera da realidade para acrescentar novas camadas de compreensão ao seu protagonista, sua jornada e o mundo que nos cerca.

Miguel Moreira interpreta o personagem-título, jovem lisboeta que vai até Cabo Verde em busca do pai que nunca conheceu. A viagem é um pretexto para que ele interaja com figuras peculiares ao longo do trajeto, construindo uma narrativa sobre deslocamento, identidade e vestígios coloniais.

Moreira é uma presença forte no filme. Na tela, ele fala e muito ouve, especialmente em Cabo Verde, onde a paisagem e o colorido local vibrante (na bela fotografia de Vasco Viana) estão em sintonia com o bom espírito e delicadeza dos habitantes.

“TUDO POR UM POP STAR”

- Baseado em livro de Thalita Rebouças, e dirigido por Bruno Garotti, “Tudo Por um Pop Star” fala de um fenômeno antigo: o fanatismo pelas boy bands, que existe mais fortemente desde os anos de 1960, com os Beatles. Aqui, as protagonistas são um trio de fãs da fictícia Slavabody, um grupo americano liderado por um brasileiro, conhecido como Slack (João Guilherme Ávila).

Manu (Klara Castanho), Gabi (Maísa Silva) e Ritinha (Mel Maia) são apaixonadas pela banda e fazem de tudo para vê-los tocar no Rio de Janeiro. Mas, primeiro, morando no interior, têm a dura tarefa de convencer os pais a deixá-las viajar com Babete (Giovanna Lancelotti), a prima riponga de uma delas.

O filme é, obviamente, feito única e exclusivamente para adolescentes aficionados por boy bands, capazes de identificar-se com os personagens e compreender suas motivações. O resultado, porém, não fica longe de um especial para a televisão.

“GOOSEBUMPS 2 – HALLOWEEN ASSOMBRADO”

- A série de livros infanto-juvenis de terror e comédia “Goosebumps” ganha uma segunda incursão ao cinema – que não é uma adaptação de nenhum volume específico, mas uma combinação de elementos de vários deles. Além disso, o próprio autor da série, R. L. Stine (Jack Black), é um personagem. É por culpa dele que seu primeiro romance inacabado dá vida ao boneco Slappy, que aterroriza a todos, trazendo à vida criaturas do Halloween.

Cabe aos adolescentes Sam (Caleel Harris), Sonny (Jeremy Ray Taylor) e a irmã mais velha dele, Sarah (Madison Iseman), descobrirem como parar Slappy. Mas isso tudo é uma espécie de pretexto para lançar mão de efeitos especiais feitos em animação para compor as criaturas.

Não há muita história no longa dirigido por Ari Sandel, que parece uma versão soft de uma combinação entre “Conta Comigo” e “O Brinquedo Assassino”, mirando, é claro, na comédia. O filme estreia com cópias dubladas e legendadas.

(Por Neusa Barbosa e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below