October 16, 2018 / 9:17 PM / a month ago

Escritor salvadorenho Castellanos Moya questiona guinada à direita da América Latina

BUENOS AIRES (Reuters) - O escrito salvadorenho Horacio Castellanos Moya expressou sua preocupação com a inclinação dos eleitorados a eleger governos de direita na América Latina e com a situação dos imigrantes centro-americanos que se dirigem aos Estados Unidos.

Castellanos Moya, que deu várias palestras no Festival Internacional de Literatura de Buenos Aires (FILBA), encerrado no domingo, se referiu às crises das esquerdas latino-americanas que, em sua opinião, se “auto destruíram ou foram destruídas pelos sistemas judiciais controlados pela direita”.

“O movimento pendular à direita ou à extrema direita corta tranversalmente, não é um problema nacional, são problemas regionais e provavelmente mais globais, que são explicados através de correntes globais, não de pensamento político, mas sim por oportunismo político desenvolvido pelas forças do capital que precisam desses tipos de governo para novas etapas de acumulação”, disse Castellanos Moya.

O escritor mencionou como exemplo o caso do Brasil, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde abril por acusações de corrupção, e o candidato presidencial de extrema-direita, Jair Bolsonaro, lidera as pesquisas para o segundo turno das eleições, em 28 de outubro.

“Virão outras formas de autoritarismo que não são ditaduras militares abertamente, mas serão formas de autoritarismo que terão repercussões profundas para as liberdades e os direitos em democracia”, disse o autor de 61 anos em uma entrevista recente à Reuters.

O autor de “Insensatez” e “O Sonho do Retorno” deixou El Salvador quando tinha 20 anos fugindo da guerra civil (1980-1992) e morou no México, Espanha, Alemanha, Japão e Estados Unidos, onde vive atualmente e trabalha como professor universitário. Mas sempre volta ao seu país quando escreve ficção.

Sua última obra, “Moronga”, conta a história de um ex-guerrilheiro e um professor salvadorenhos unidos pela sua incapacidade de se adaptar à vida nos EUA, um país que ele critica por seu “puritanismo”.

Por Lucila Sigal

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