October 24, 2018 / 7:55 PM / a month ago

ESTREIAS-Ação "Fúria em Alto Mar" e sequência de "Halloween" chegam aos cinemas

SÃO PAULO (Reuters) - Veja um resumo dos principais filmes que estreiam no país nesta quinta-feira:

Gerard Butler, que está em "Fúria em Alto Mar" 17/1/2018 REUTERS/Mario Anzuoni

“FÚRIA EM ALTO MAR”

- O primeiro papel de Gary Oldman depois de seu Oscar de melhor ator – por “O Destino de uma Nação” - é de coadjuvante neste filme de ação genérico protagonizado por Gerard Butler. “Fúria em Alto Mar”, no entanto, foi rodado em 2016 e, estranhamente, esperava que os EUA elegeriam Hilary Clinton para presidente - tanto que a personagem de Caroline Goodall é moldada nela. Mas isso não aconteceu e, para o longa de Donovan Marsh, não faz a menor diferença.

O filme também parece não se dar conta de que a Guerra Fria já acabou. O ponto de partida é um golpe no presidente russo, Zakarin (Alexander Dianchenko) que, bem diferente de Vladimir Putin, acredita na diplomacia, por isso é tirado do poder.

Um grupo de fuzileiros navais norte-americanos é escalado para salvar o presidente russo, sob o comando do capitão Joe Glass (Butler). Tudo é tão ultrapassado e morno que é impossível não sentir saudades de filmes muito mais bem resolvidos do gênero, como “Caçada ao Outubro Vermelho” (1990).

“HALLOWEEN”

- Quarenta anos depois do filme original – “Halloween – A Noite do Terror” – e inúmeras sequências, o criador da franquia, John Carpenter, preferiu ficar na produção executiva e na composição de uma nova trilha sonora para este suposto capítulo final.

Neste novo filme, a boa e velha heroína Laurie Stroder (Jamie Lee Curtis) está de volta, para um anunciado confronto final com o arqui-vilão, o assassino serial, o sempre mascarado e caladão Michael Myers (James Jude Courtney/Nick Castle).

Quatro décadas depois de ter escapado de um massacre promovido pelo psicopata numa noite de Halloween, Laurie vive reclusa num sítio, com muitas armas e equipamentos de segurança por todos os lados, embora o assassino esteja trancado num manicômio. Mas ele tem uma chance de escapar quando, por alguma razão, decidem transferi-lo para outra instituição. É a deixa para uma nova onda de mortes sangrentas, que botam para funcionar não só os instintos de Laurie, que o conhece como ninguém, como sua filha (Judy Greer) e neta (Andi Matichak) – compondo um trio feminino capaz de fazer frente à ameaça.

“MEU ANJO”

- Marlene (Marion Cotillard), mãe solteira, acaba de se casar, mas põe tudo a perder no dia da festa ao trair o marido com um dos convidados. Seu grande problema é o alcoolismo, que a leva a descuidar da própria filha, Elli (Ayline Aksoy-Etaix), uma menina de 11 anos que tem que se virar sozinha nos longos períodos em que Marlene desaparece.

O que parece um bom início para um drama transforma-se nas mãos da diretora Vanessa Filho, também autora do roteiro, num dramalhão arrastado, com final previsível. Nem a talentosa Marion Cotillard, por mais que se esforce, consegue salvar o dia.

A ausência da mãe e a falta de outros laços de afeto têm um peso que a pequena Elli não consegue suportar. Ela começa a ter problemas de relacionamento e no desempenho escolar.

Longe da filha, Marlene lhe deixa juras de amor na secretária eletrônica, prometendo voltar logo, mas não demonstra preocupação por ela estar sozinha. Marlene parece não ter acordado ainda do mundo de fantasias em que vive e não percebe a tempestade que está se formando em torno da filha.

“PODRES DE RICOS”

- A questão da representatividade foi um ponto forte para o sucesso nos EUA desta comédia convencional estrelada por um elenco asiático. Não fosse isso, o filme de Jon M. Chu cairia facilmente numa vala comum por sua previsibilidade e conservadorismo.

A protagonista é Rachel (Constance Wu), professora universitária americana que namora um dos herdeiros mais ricos de Cingapura, Nick (Henry Golding), mas só descobre isso quando viajam até aquele país para um casamento. De cara, ela é hostilizada pela mãe do rapaz (Michelle Yeoh), que espera do filho um casamento mais tradicional.

O embate entre a tradição e a modernidade ganha tons de comédia romântica e, embora situado na Ásia com elenco e temas asiáticos, o filme ressalta o sonho americano na figura de Rachel. Ela se esforçou e conseguiu superar dificuldades, tornando-se uma professora bem-sucedida, por isso mesmo seu interesse por Nick passa longe da fortuna dele.

(Por Neusa Barbosa, Luiz Vita e Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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