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Jovem espanhol cria braço protético com blocos de Lego

SANT CUGAT, Espanha (Reuters) - Nascido sem o antebraço direito devido a um problema genético raro, David Aguilar criou um braço protético robótico para si mesmo com blocos de Lego.

Braços protéticos criados com peças de Lego pelo jovem espanhol David Aguilar 04/02/2019 REUTERS/Albert Gea

Aguilar, espanhol de 19 anos que estuda bioengenharia na Universidade Internacional da Catalunha, já está usando o quarto modelo da prótese colorida, e seu sonho é criar membros robóticos acessíveis para aqueles que necessitam.

Antes seus brinquedos favoritos, os blocos de plástico se tornaram o material do primeiro e ainda muito rudimentar braço artificial que Aguilar construiu aos 9 anos, e cada versão nova lhe dava mais capacidade de movimento que a anterior.

“Quando era criança ficava muito nervoso diante dos outros meninos porque era diferente, mas isso não me impediu de acreditar em meus sonhos”, disse Aguilar, que é natural de Andorra, um pequeno principado entre a Espanha e a França, à Reuters.

“Queria... me ver no espelho como vejo os outros caras, com duas mãos”, disse ele, que só usa o braço artificial ocasionalmente e é auto-suficiente sem ele.

Todas as versões estão à vista em seu quarto no dormitório da universidade dos arredores de Barcelona. Os modelos mais recentes trazem a sigla MK e um número -- uma homenagem ao super-herói Homem de Ferro e suas armaduras MK.

Aguilar, que usa peças de Lego fornecidas por um amigo, exibiu com orgulho um braço robótico vermelho e amarelo totalmente funcional que construiu aos 18 anos, dobrando-o na junta do cotovelo e flexionando a garra enquanto o motor elétrico interno zumbia.

Um vídeo publicado em seu canal de YouTube, no qual usa o apelido “Hand Solo”, informa que seu objetivo é mostrar às pessoas que nada é impossível e que a deficiência não pode contê-las.

Depois de se formar na universidade, ele quer criar soluções protéticas acessíveis para as pessoas necessitadas.

“Eu tentaria lhes dar uma prótese, mesmo que fosse de graça, para fazê-las se sentirem normais, porque o que é normal, certo?”.

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