April 11, 2019 / 4:52 PM / 3 months ago

Imagens a laser em 3D mostram local da "Última ceia" em novo ângulo

JERUSALÉM (Reuters) - O salão arqueado construído em pedra em Jerusalém, venerado pelos cristãos como o local da Última Ceia de Jesus, foi recriado digitalmente por arqueólogos usando scanners a laser e fotografia avançada.

Imagem de divulgação mostra modelo 3D do Cenáculo, local reverenciado pelos cristãos como tendo abrigado a Última Ceia de Jesus 11/04/2019 Cortesia CENTRO DE PESQUISA DE TECNOLOGIA E CIÊNCIA EM ARQUEOLOGIA E CULTURA, INSTITUTO CHIPRE via REUTERS

O Cenáculo, local popular entre peregrinos perto da amuralhada Cidade Velha de Jerusalém, tem superfícies antigas e desgastadas, além de pouca iluminação, dificultando o estudo de sua história.

Estudiosos da Autoridade de Antiguidades de Israel e de instituições de pesquisas europeias usaram a tecnologia de laser e técnicas fotográficas avançadas para criar modelos tridimensionais ricamente detalhados do salão.

O projeto ajudou a destacar obras de arte obscuras e decifrar alguns aspectos teológicos da sala no segundo andar, construída acima do que a tradição judaica diz ser o local do enterro do rei Davi.

“Conseguimos, em um dos... lugares mais sagrados de Jerusalém, usar essa tecnologia e isso é um avanço”, disse Amit Re’em, o arqueólogo do distrito de Jerusalém na Autoridade de Antiguidades de Israel, à Reuters sobre o projeto, que teve início em 2016.

Re’em apontou para relevos do que ele descreveu serem os símbolos do “Agnus Dei”, um cordeiro que é um emblema de Cristo, e o “Leão de Judá” em pilares no teto em formato de abóbada do salão.

“Isso consta a história desse cômodo”, afirmou Re’em.

“Ele entrega a mensagem da sala da Última (Ceia), Cristo como um Messias, como vitorioso, como uma vítima - e o leão, o leão é um símbolo da dinastia davídica. Eles se combinam nesta sala.”

Alguns arqueólogos questionaram se a sala é o verdadeiro local da Última Ceia, a refeição final que o Novo Testamento diz que Jesus compartilhou com os discípulos antes de sua crucificação.

Ilya Berkovich, um historiador do instituto de pesquisa INZ da Academia Austríaca de Ciências que trabalhou no projeto, disse que a conquista abre “horizontes incrivelmente novos” com um enorme potencial.

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