April 13, 2019 / 3:16 PM / 2 months ago

"Mensageiros do povo": poetas satíricos de Mianmar miram censura

YANGON (Reuters) - Em uma sala de aula no subúrbio da maior cidade de Mianmar, um magro estudante universitário usando óculos liderou uma dúzia de colegas com cantos entusiasmados de “Censura é uma vergonha!” e “Não acreditamos em censura!”.

Foi o ensaio final de um grupo apresentando “thangyat”, uma tradição centenária que permite a sátira de governantes e da sociedade durante as celebrações de Ano Novo que começou neste sábado.

A tradição, que traz uma mistura de comédia e poesia de slam com tambores, gerou controvérsias neste ano, com trupes de Yangon, a capital comercial, afirmando que o primeiro governo democrata em 50 anos os forçou a submeter letras a um painel de censura.

“Fundamos o thangyat para servir como mensageiros do povo ao governo”, disse o estudante Thant Zin, de 20 anos.

“Por que eles não se atrevem a ouvir o povo, estudantes do país?”, acrescentou Aung Min Thu, de 23 anos, que ajudou a organizar a trupe.

A questão levantou debates nas redes sociais e ressalta os limites impostos por Mianmar à liberdade de expressão sob o governo da ganhadora do Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, um ano antes das eleições previstas para 2020.

Um porta-voz do partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia, disse que os limites ao thangyat eram “temporários” à medida que Mianmar caminha em direção à democracia.

Por Thu Thu Aung; Reportagem adicional de Zaw Naing Oo

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