April 29, 2019 / 6:27 PM / in 2 months

Em Amboise, últimos anos de Da Vinci devem trazer harmonia para relação franco-italiana

Pessoas posam para foto em frente a "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, no museu do Louvre, em Paris 11/03/2019 REUTERS/Charles Platiau

AMBOISE, França (Reuters) - As comemorações pelos 500 anos de Leonardo da Vinci começaram nesta semana em Amboise, no Vale do Loire, com a França e a Itália deixando de lado polêmicas recentes para homenagear o gênio da renascença na cidade em que ele passou seus últimos anos.

Em 1516, aos 64 anos, Leonardo da Vinci deixou a Itália para prestar seus serviços ao rei Francisco 1º da França. Muitas de suas obras-primas —o São João Batista e a Monalisa, por exemplo— foram levadas por ele, sendo vendidas ao monarca francês e formando o espólio hoje exposto no museu do Louvre, em Paris.     

Em meio a tensões diplomáticas entre Roma e Paris, o legado do pintor virou um ponto de disputa. A subsecretária de Cultura da Itália, Lucia Borgonzoni, disse em novembro à imprensa italiana que queria renegociar um empréstimo de obras dele ao Louvre para uma exposição do aniversário, isso porque “a França não pode ter tudo”.

Não ficou claro, por exemplo, se o icônico desenho do “homem vitruviano” será em algum momento enviado de Veneza para se juntar à exibição no Louvre.

Na próxima quinta-feira, porém, em Amboise, o presidente francês, Emmanuel Macron, e seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, tentarão amenizar as tensões entre os aliados tradicionais, que têm se agravado sobretudo desde meados de 2018, devido às políticas sobre imigração.  

Eles se encontrarão ao redor da tumba de Leonardo, uma sepultura modesta na capela do castelo de Amboise, onde se encontram aqueles que se acreditam ser os restos mortais do pintor. Os presidentes deverão também visitar a casa em que ele morava, em Clos Luce, na qual ele morreu em 2 de maio de 1519.

“É um gesto extremamente solene, que mostra que os dois países têm essa memória compartilhada, essa figura, uma cultura que une os dois países”, disse o diretor do castelo de Amboise, Jean-Louis Sureau, em entrevista à Reuters.

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