May 20, 2019 / 7:58 PM / in 5 months

História de amor transgênero brilha em Cannes

CANNES (Reuters) - Em seu primeiro longa-metragem, a modelo trangênero Leyna Bloom disse que “Port Authority”, filme sobre um homem lutando com seus sentimentos por uma transgênero, era parecido com sua experiência pessoal, ajudando-a a mergulhar no papel.

Leyna Bloom, posa em Cannes 19/5/2019 REUTERS/Stephane Mahe

O desempenho de Bloom atraiu elogios da crítica depois que o filme, da diretora e roteirista Danielle Lessovitz, fez sua estreia no Festival de Cannes como parte da competição “Un Certain Regard”.

O filme começa com Paul, de 21 anos, interpretado por Fionn Whitehead, chegando ao terminal de ônibus de Port Authority, em Nova York, na esperança de um novo começo de vida com sua irmã - um plano que logo será desfeito.

Mas sua vida muda, no entanto, quando sua cabeça é transformada pela jovem mulher trans Wye. Wye apresenta Paul para as pessoas com quem ela vive e leva-o para experimentar a cena ‘ballroom’ underground LGBTQ, embora Paul não saiba, para começar, que Wye é transgênero.

“Eu imediatamente me apaixonei pela personagem porque, quando estava lendo, estava me vendo nela imediatamente, porque as coisas pelas quais ela estava passando eu também me via passando por aquilo”, disse Bloom à Reuters em uma entrevista.

“Eu experimentei isso em muitos níveis, então foi apenas a natureza humana para eu mergulhar nisso.”

Bloom disse que não foi apenas com a protagonista Wye que ela sentiu uma conexão, mas também o personagem de Paul. Bloom deixou sua cidade natal, Chicago, e mudou-se para Nova York ainda adolescente, iniciando uma carreira como modelo.

Apesar de nunca ter um agente, ela foi colocada em contato com Lessovitz, que queria lançar uma talentosa atriz de experiência trans, que também tinha conexões com a cena das competições.

Agora com 20 e poucos anos, Bloom ainda faz parte dessa cena, que ela disse ter apresentado a ela um incrível mundo de fantasia.

Bloom disse que queria continuar a trabalhar com mais cineastas como Lessovitz, que “tem a coragem... de ser disruptivo e desafiar as normas da sociedade”.

Lessovitz disse que seu filme era acima de tudo uma história de amor.

“O filme faz a pergunta por que, se você ama alguém e eles o amam de volta, por que você não abraçaria esse amor e essa experiência?”, disse Lessovitz.

“Un Certain Regard” significa, grosso modo, “um certo olhar”. O prêmio para a categoria será entregue em 24 de maio.

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