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Godzilla: de gigante radioativo a herói climático pouco usual

Adereço para promover o filme "Godzilla: Rei dos Monstros" no telhado de cinema em Los Angeles 03/06/2019 REUTERS/Mario Anzuoni

LONDRES (Reuters) - Desde que Godzilla invadiu as telas do cinema há 65 anos, os críticos viram o anti-herói reptiliano como um símbolo dos medos que corroem as profundezas das mentes dos cinéfilos.

Com o retorno do lagarto gigante em “Godzilla: Rei dos Monstros”, lançado no fim de semana, analistas estão estudando o sucesso de bilheteria em busca de ideias sobre a paralisia do mundo diante do colapso climático.

“Seria um erro rejeitar ‘Godzilla: Reis dos Monstros’ por ser uma conversa boba ou fantasia escapista”, escreveram o antropólogo Nathaniel J. Dominy e o biólogo Ryan Calsbeek, ambos de Dartmouth, na revista Science.

“O que começou como uma fábula anti-nuclear desde então se transformou em uma alegoria mais ampla para a loucura humana e nosso desrespeito imprudente pelo ambiente natural.”

Em “Rei dos Monstros”, dirigido por Michael Dougherty, um amargurado ex-coronel do exército britânico, interpretado por Charles Dance, acredita que a civilização moderna está a caminho de aniquilar toda a vida do planeta. Ele e sua equipe paramilitar partem em uma missão para libertar gigantescos mutantes ‘titãs’ de seus locais de descanso para tentar reverter a balança a favor da Terra.

Críticos de cinema dizem que as devastadoras forças elementares desencadeadas pelos titãs no 35º filme de Godzilla refletem o medo real de incêndios florestais, tempestades e inundações causadas pela crescente instabilidade na atmosfera da Terra, consequente da ação humana.

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